306 dos 497 municípios do RS não tiveram crime violento letal de janeiro a setembro
Outras 133 cidades registraram de um a três casos, segundo a SSP; a Brigada Militar atribui o resultado à atuação integrada do programa RS Seguro.
Redação Bairrista · Repórter de Polícia · · 2 min de leitura

Mais de seis em cada dez municípios gaúchos passaram os nove primeiros meses de 2026 sem nenhum Crime Violento Letal Intencional (CVLI). Dados da Secretaria da Segurança Pública (SSP) mostram que 306 das 497 cidades do Rio Grande do Sul, ou 61,57%, não tiveram ocorrências desse tipo entre janeiro e setembro.

Outros 133 municípios (26,76%) registraram de um a três casos no período. Somados, os dois grupos chegam a 439 cidades, ou 88,33% do Estado. Os 58 municípios restantes tiveram quatro casos ou mais.
CVLI inclui homicídio, latrocínio e feminicídio
O indicador reúne homicídio doloso, latrocínio, feminicídio e lesão corporal seguida de morte. Também contam infanticídio, aborto, induzimento ou auxílio ao suicídio, homicídio doloso de trânsito e homicídio decorrente de oposição à intervenção policial.
Os números constam no Relatório Estatístico de Indicadores Criminais, publicado no site da SSP com dados dos primeiros nove meses do ano.
Brigada atribui resultado à atuação integrada
O comandante-geral da Brigada Militar, coronel Luigi Gustavo Soares Pereira, afirmou que os CVLI estão entre os crimes que mais mobilizam a corporação. "São os crimes que mais dedicamos a nossa atenção porque abalam a nossa sociedade. Este é um momento histórico de redução nos índices de criminalidade consecutiva ano a ano", disse.
Segundo o comandante, o programa RS Seguro, que integra as forças de segurança, contribui para o resultado. Ele citou ainda a cooperação com as polícias do Uruguai, da Argentina e de Santa Catarina na proteção de fronteiras e divisas.
Entre as ações da Brigada, Pereira mencionou as Operações Convergência, voltadas ao combate ao crime organizado, com apreensões e prisões. Citou ainda a formação dos policiais, com treinamentos baseados em situações reais, e a roteirização, ferramenta que define o percurso do patrulhamento. "Ferramentas como a roteirização fazem com que o efetivo saiba como deve percorrer o território da maneira mais dinâmica e eficaz, otimizando recursos e potencializando resultados", afirmou.
A expectativa da Brigada Militar é que os dados fechados de 2026 confirmem nova redução anual nos registros de CVLI.
Serviço
O Relatório Estatístico de Indicadores Criminais, com os dados de janeiro a setembro de 2026, está disponível no site da Secretaria da Segurança Pública do RS (ssp.rs.gov.br).
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