Vera Cruz: colheita do tabaco abre com 21.892 avisos de granizo e excesso de chuva
Passa Sete, Candelária, Agudo e Herveiras aparecem entre os municípios gaúchos com mais comunicados de dano à Afubra, e as vistorias podem levar até 20 dias.
Redação Bairrista · Repórter de Agro · · 2 min de leitura

A colheita do tabaco da safra 2026/27 foi aberta oficialmente nesta sexta (6), em Vila Progresso, em Vera Cruz, no Vale do Rio Pardo. A largada ocorre com os produtores às voltas com granizo, chuva em excesso e noites frias.
Entre os municípios gaúchos com mais avisos recentes de granizo estão Candelária (433), Agudo (369) e Herveiras (344), segundo o levantamento da Afubra de 31 de outubro à manhã de 5 de novembro. Passa Sete lidera no Rio Grande do Sul, com 508 registros. Boqueirão do Leão aparece com 379.

Avisos de dano quase quadruplicam
Nos três estados do Sul, a Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra) já recebeu 21.892 avisos de danos por granizo na safra 2026/27. Na safra anterior, o comparativo da entidade somava 5.525 registros, o que representa alta de 296,2%. Só entre 31 de outubro e a manhã de 5 de novembro foram 7.909 avisos, 36,1% do total da temporada.
Os números reúnem Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná e contam comunicados de dano.
A Emater/RS-Ascar relata preocupação com o excesso de chuva, as noites frias e os poucos dias de sol. Em Cerro Branco, a perda de produtividade pode chegar a 15% se o estresse climático continuar. A estimativa vale para aquela área e não é perda consolidada da safra gaúcha.
Vistorias podem levar de 15 a 20 dias
A Afubra mobilizou mais de 100 avaliadores e estima que as vistorias levem de 15 a 20 dias, conforme o tempo. O presidente da entidade, Marcilio Drescher, afirmou que todos os associados atingidos serão atendidos.
Os produtores devem manter três vergas de amostra intactas em cada lavoura, distribuídas entre as partes superior, intermediária e inferior. As lavouras não podem ser eliminadas nem gradeadas antes da avaliação. Se isso ocorrer, a propriedade perde a vistoria e a indenização pelo Sistema Mutualista.
O peso da cadeia no RS
Na safra 2025/26, o RS produziu 286.603 toneladas de tabaco em 132.076 hectares, com 67.815 famílias produtoras. Vera Cruz colheu 7.076 toneladas em 3.455 hectares, com 1.660 agricultores. São dados do ciclo anterior, não previsão para 2026/27.
A Câmara Setorial do Tabaco, ligada ao governo estadual, debateu produção, preços, clima, indenizações e perspectivas da safra. Preço por quilo e carga tributária não constam dos dados divulgados na abertura da colheita.
Serviço: o produtor que teve granizo deve comunicar o dano à Afubra, guardar as três vergas de amostra de cada lavoura e não gradear nem eliminar a área antes da visita do avaliador. As vistorias seguem nos próximos 15 a 20 dias, dependendo do clima.
Perguntas frequentes
Quantos avisos de granizo a Afubra recebeu na safra 2026/27?
Até agora, 21.892 avisos de danos por granizo nos três estados do Sul, contra 5.525 na safra anterior.
Quanto tempo levam as vistorias da Afubra?
Segundo a entidade, de 15 a 20 dias, dependendo do tempo, com mais de 100 avaliadores mobilizados.
O que o produtor deve fazer se teve dano por granizo?
Comunicar o dano à Afubra, manter três vergas de amostra intactas em cada lavoura e não gradear nem eliminar a área antes da vistoria.
Qual a perda de produtividade prevista em Cerro Branco?
Pode chegar a 15% se o estresse climático continuar, segundo a Emater/RS-Ascar, valendo só para aquela área.
Saber mais: fontes consultadas (5)
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