Univates apresenta mapa de projetos de resiliência climática do Vale do Taquari
Levantamento reúne iniciativas de 23 municípios e do Consisa, aponta entraves e propõe apoio em cinco frentes, de capacitação a financiamento.
Redação Bairrista · Repórter de Clima · · 2 min de leitura

A Univates, em Lajeado, apresentou nesta quarta (21) o Mapeamento de Projetos Estruturantes para a Reconstrução e Resiliência Climática do Vale do Taquari. O levantamento organiza os projetos cadastrados pelos municípios para mostrar o que está em andamento, o que trava cada iniciativa e onde o apoio é mais necessário.
A partir dos obstáculos apontados pelas prefeituras, poderão ser montadas estratégias de apoio em cinco frentes:
- apoio institucional;
- capacitação de lideranças e gestores locais;
- documentação técnica e processos de aquisição;
- elaboração de estudos técnicos e projetos;
- busca de financiamento.
A ideia é aproximar essas necessidades de quem já tem capacidade para ajudar: instituições públicas, universidades, organizações sociais, empresas e potenciais financiadores.
Quem está por trás da iniciativa
Em 2024, segundo a Defesa Civil, as inundações atingiram 478 municípios gaúchos. A reconstrução segue em andamento, e o desafio agora inclui preparar o território para novos eventos extremos.
A iniciativa é da CoalizãoRS, articulação multissetorial pela resiliência climática do Estado, em parceria com o Ministério Público do RS (MPRS), a Univates, a Associação dos Municípios do Alto Taquari (Amat), a Associação dos Municípios do Vale do Taquari (Amvat) e o Consórcio Intermunicipal de Serviços do Vale do Taquari (Consisa).
Como os projetos foram organizados
Os municípios preencheram um formulário criado pela CoalizãoRS e cadastraram projetos em execução ou em fase de planejamento, estruturação ou captação de recursos. O levantamento detalha o escopo, o tipo de intervenção, a abrangência territorial, o estágio de desenvolvimento e os entraves de cada proposta.
As iniciativas foram separadas por área de atuação: reconstrução ou recuperação de infraestrutura afetada, adaptação às mudanças climáticas, prevenção e preparação para desastres e retomada econômica e social.
O diretor de projetos da CoalizãoRS, Hipárcio Stoffel, explicou que também foi classificado o tipo de intervenção, como obras e infraestrutura, estudos, diagnósticos, planos e projetos técnicos ou compra de equipamentos. "Isso ajuda a perceber em que ponto cada projeto está e que tipo de apoio ele precisa para avançar", disse.
Outro critério é a abrangência: se o projeto beneficia um município, vários ou toda a região. Segundo o material, a leitura revela obras que, mesmo executadas em uma cidade, ultrapassam seus limites, como pontes e estradas.
Quem participa
Há projetos de Anta Gorda, Arroio do Meio, Boqueirão do Leão, Canudos do Vale, Colinas, Cruzeiro do Sul, Dois Lajeados, Doutor Ricardo, Encantado, Estrela, Lajeado, Marques de Souza, Mato Leitão, Muçum, Paverama, Progresso, Putinga, Sério, Taquari, Teutônia, Travesseiro, Venâncio Aires e Vespasiano Corrêa, além do Consisa.
O encontro desta quarta marcou a apresentação do mapa, construído a partir das necessidades apontadas pelos próprios municípios. Stoffel afirmou que o encontro permitirá uma leitura conjunta das prioridades e deve orientar os próximos passos de articulação em torno dos projetos considerados estratégicos.
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