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UFPel refotografa os 100 imóveis de livro sobre Pelotas e encontra fachadas alteradas

Projeto da FAUrb, que marca os 50 anos da faculdade, abriu um site com mapas das edificações e levou os resultados ao auditório da Faurb com um dos autores da obra de 1998.

Redação Bairrista · 12 de outubro de 2026 às 14:50 · 2 min de leitura

UFPel refotografa os 100 imóveis de livro sobre Pelotas e encontra fachadas alteradas
Imagem: Bairrista/IA

O livro "100 Imagens da Arquitetura Pelotense", de 1998, foi revisitado 25 anos depois pela equipe de um projeto de extensão da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAUrb) da UFPel, que refotografou e analisou as edificações da obra.

Os pesquisadores encontraram alto nível de descaracterização de fachadas, além de modificações, abandonos, algumas demolições e ruínas.

Para quem vive em Pelotas, o resultado funciona como um mapa do que ficou e do que mudou no patrimônio da cidade. O site do projeto reúne a primeira edição do livro e mapas com a localização das 100 imagens, o que permite conferir os locais a pé.

O projeto não divulgou quantos imóveis estão demolidos, em ruínas ou descaracterizados. O coordenador, professor Eduardo Rocha, afirma que uma série de edificações documentadas em 1998 foi descaracterizada ou demolida ao longo dos anos.

Uma demolição deu início à ideia

Rocha conta que a ideia surgiu no meio de uma pesquisa: ao consultar o livro sobre um edifício, percebeu que ele havia sido demolido.

Segundo o coordenador, o livro ajudou a fomentar os tombamentos estaduais e federais na cidade. A obra tem 238 páginas e saiu pela Lei de Incentivo do Estado, com patrocínio da CEEE. A maioria das fotos originais é de Neco Tavares. Uma segunda edição saiu em 2002, mas as duas estão esgotadas.

O diretor da Faurb, professor Eduardo Grala da Cunha, define o livro como obra de consulta para quem estuda arquitetura. Ela também serve de base para arqueólogos, historiadores e museólogos.

Três roteiros levaram a gurizada e a comunidade às ruas

A proposta reuniu estudantes, professores, pesquisadores e cidadãos para criar e praticar roteiros de caminhada pelas 100 imagens, refotografar os imóveis e montar uma exposição digital e outra analógica. O cronograma previa fichas de identificação de cada uma das 100 imagens.

Três percursos foram desenhados na cidade

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