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Txai Suruí assina artigo de opinião e pede voto que proteja terras indígenas e floresta

Texto publicado na Folha de S.Paulo dois dias antes do 2º turno relembra invasões, perdas na pandemia e a morte de Ari Uru-Eu-Wau-Wau.

Redação Bairrista · Repórter de Política · · 2 min de leitura

Txai Suruí, ativista do povo Paiter Suruí, autora de artigo de opinião publicado na Folha de S.Paulo sobre terras indígenas e floresta.
Foto: Ana Pessoa/Midia Ninja/CopCollab25 / Wikimedia Commons (CC BY 4.0)

A liderança indígena Txai Suruí, do povo paiter suruí, publicou na sexta-feira (23) o artigo de opinião "A floresta, o voto e o nos que o eleitor leve em conta a proteção de territórios indígenas e do meio ambiente na hora de escolher o presidente.

A disputa pela Presidência tem segundo turno neste domingo (25), entre Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). O artigo não cita os dois candidatos pelo nome. A crítica é dirigida ao governo de Jair Bolsonaro e a "projetos políticos" que, segundo a autora, enfraquecem a legislação ambiental, ampliam o garimpo e atacam direitos territoriais indígenas.

O que o artigo afirma

Trata-se de opinião assinada, com a visão pessoal da autora, e não de reportagem. Txai relata, em primeira pessoa, que poucos dias depois da eleição de Jair Bolsonaro, em 2018, mais de 200 pessoas teriam invadido a Terra Indígena Uru-Eu-Wau-Wau, em Rondônia. Segundo ela, os invasores disseram que a área passava a ser deles por causa do novo presidente.

Ela diz que o povo paiter suruí foi um dos mais atingidos pela Covid-19 e que perdeu as duas avós e um tio. Para a autora, a pandemia expôs o efeito de decisões políticas e da falta de proteção aos indígenas. O texto também liga o avanço do desmatamento, das queimadas e do garimpo ao enfraquecimento da fiscalização ambiental.

O caso Ari Uru-Eu-Wau-Wau

O artigo afirma que o líder Ari Uru-Eu-Wau-Wau foi morto por atuar na proteção da floresta e no monitoramento do território. Ele morreu em abril de 2020, com marcas de espancamento no pescoço e na cabeça. Em julho de 2022, a Polícia Federal anunciou a prisão preventiva do suspeito, numa ação conjunta com o Ministério Público Federal.

Em agosto de 2022, a PF concluiu o inquérito e afirmou que a morte não tem ligação com crimes ambientais. Segundo a polícia, o suspeito estava incomodado com a presença de Ari na região. A irmã de Ari disse em juízo que suspeita que ele tenha sido morto por defender as terras indígenas, a mando de uma terceira pessoa. O acusado foi condenado a 18 anos de prisão, conforme registrou a Associação Nacional de Ação Indigenista.

O artigo está na coluna de Txai Suruí, no site da Folha de S.Paulo. O segundo turno acontece neste domingo (25), em todo o país, inclusive nas cidades gaúchas.

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