Tifanny vai à Justiça comum contra a CBV para anular decisão do STJD do vôlei
A ponteira do Osasco pede tutela de urgência para voltar à Superliga feminina, da qual está afastada desde o julgamento de 23 de outubro.
Redação Bairrista · Repórter de Esportes · · 1 min de leitura

A jogadora Tifanny Abreu, de 41 anos, entrou com ação na Justiça comum contra a Confederação Brasileira de Voleibol (CBV). Ela quer anular a decisão do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) do Voleibol que a mantém fora das competições femininas nacionais. A informação foi divulgada nesta quinta (5).
A Superliga 2026/2027 é organizada pela CBV, e a decisão vale para as competições da entidade. Tifanny defende o Osasco, de São Paulo, e não joga pelo clube enquanto a restrição estiver em vigor.

O que decidiu o STJD
O julgamento ocorreu na sexta-feira, 23 de outubro. O tribunal decidiu por unanimidade manter a restrição, seguindo o voto do relator, Mauricio Corrêa da Veiga. O STJD sustentou a autonomia da CBV para atualizar os critérios de elegibilidade das atletas.
Com a decisão, a liminar da Justiça do Rio de Janeiro que a liberava deixou de valer. Tifanny havia jogado a Supercopa e a estreia do Osasco na Superliga, contra o Brasília. Ficou fora da partida seguinte, diante do Batavo Mackenzie.
O que a defesa alega
Na ação, a defesa contesta as novas regras da CBV, que restringem as provas ao sexo biológico feminino. Os advogados apontam violação à segurança jurídica, uso de critérios genéticos inadequados e falta de imparcialidade do tribunal esportivo. Também pedem tutela de urgência, uma decisão provisória antes do julgamento final.
Em publicação no Instagram, Tifanny escreveu que carregará "a coragem de resistir, a dignidade de existir" e o amor pela profissão. A vara responsável, o número do processo e a data de análise do pedido não foram divulgados.
Enquanto não houver decisão da Justiça sobre a tutela de urgência, Tifanny segue impedida de atuar pelo Osasco nos jogos da Superliga.
Perguntas frequentes
Tifanny Abreu pode jogar pelo Osasco agora?
Não. Enquanto não houver decisão da Justiça sobre a tutela de urgência, ela segue impedida de atuar nos jogos da Superliga.
Por que Tifanny foi afastada?
O STJD do Voleibol manteve, por unanimidade em 23 de outubro, a restrição de elegibilidade às competições femininas da CBV, seguindo o voto do relator Mauricio Corrêa da Veiga.
O que Tifanny pede na ação?
Ela pede a anulação da decisão do STJD e uma tutela de urgência, decisão provisória antes do julgamento final, contestando as novas regras que restringem as provas ao sexo biológico feminino.
Quando a Justiça deve analisar o pedido?
A vara responsável, o número do processo e a data de análise não foram divulgados.
Saber mais: fontes consultadas (5)
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