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Urgente Porto Alegre tem motociata pró-Flávio, ato no Parcão e mobilização pró-Lula neste sábado
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Tenente da reserva recebe vizinhas com arma em punho após disputa por bandeira em POA

Casal que assistia ao debate presidencial registrou ocorrência e obteve medida protetiva, segundo relato; o morador nega ter feito ameaças.

Redação Bairrista · Repórter de Polícia · · 2 min de leitura

Foto: Tenente da reserva recebe vizinhas com arma em punho após disputa por bandeira em POA
Foto: Tetraktys / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

Um tenente da reserva recebeu duas vizinhas com uma arma em punho, na noite de sexta-feira (23), num prédio do Centro Histórico de Porto Alegre. A discussão começou por causa de uma bandeira de apoio ao presidente Lula, durante o debate presidencial da TV Globo. A Brigada Militar atendeu a ocorrência e informou, em nota, o registro de um termo circunstanciado de ocorrência (TCO), procedimento simplificado para infrações de menor potencial ofensivo.

Uma das moradoras, Raphaela de Souza, diz ter obtido medida protetiva contra o vizinho, em favor dela, da esposa e do filho. Segundo ela, a medida já está em vigor. O pedido foi feito na Polícia Civil, na madrugada de sábado (24). O número do processo e o prazo de vigência não foram informados.

Versões divergem sobre a bandeira

Raphaela afirma que assistia ao debate com a esposa, Júlia Campos, quando o morador do apartamento de baixo puxou a bandeira que elas seguravam. Ao notarem a retirada, as duas foram até ele para reaver o objeto. Segundo as moradoras, o homem sacou a arma, engatilhou e a apontou na direção das mulheres. Júlia gravou parte da cena em vídeo.

O tenente admite que as recebeu com a arma em punho, mas diz que "em momento nenhum" as ameaçou. Ele conta que pediu silêncio por causa do horário, que o barulho de panelas aumentou e que a haste da bandeira batia na janela dele, aberta. Afirma que puxou o objeto e o largou. Ele diz ter mostrado os documentos da arma aos policiais.

Atendimento da Brigada

O oficial de serviço foi ao local e orientou as partes sobre os procedimentos. Segundo vídeos obtidos pelo UOL, o tenente foi ouvido no próprio apartamento e não foi levado à delegacia. Advogados das moradoras pediram a condução e receberam uma negativa. A Brigada não informou se a arma foi apreendida.

A Polícia Civil investiga o caso, segundo o Portal Viggo. A Polícia Civil e o Ministério Público não detalharam o andamento do procedimento.

Família deixou o apartamento

Raphaela mora no condomínio há cerca de quatro meses. Ela diz que não havia sofrido intimidação antes, mas que o fato de serem um casal LGBT provocou desconforto e comentários de outros vizinhos. O condomínio não se manifestou.

A família saiu do prédio depois do episódio. "A gente não tem segurança nenhuma", disse Raphaela, que afirma não ter condições de voltar para casa, já que o vizinho mora no andar de baixo. O caso ocorreu a dois dias do segundo turno da eleição presidencial, marcado para domingo (25).

Perguntas frequentes

Quem é o tenente envolvido na ocorrência de Porto Alegre?

O caso envolve um tenente da reserva que mora num prédio do Centro Histórico, segundo a matéria, sem detalhamento de identificação adicional no corpo do texto.

A medida protetiva já está em vigor?

Segundo Raphaela de Souza, a medida foi obtida na Polícia Civil na madrugada de sábado (24), mas o número do processo e o prazo de vigência não foram informados.

A Brigada apreendeu a arma?

A Brigada Militar não informou se a arma foi apreendida; o registro foi feito como termo circunstanciado de ocorrência (TCO).

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