Telescópio Swift, da Nasa, reentra sobre Sumatra após quase 22 anos em órbita
O observatório de 1.451 kg voltou à atmosfera às 9h39 de Brasília na quarta (4), segundo a Força Espacial dos EUA.
Redação Bairrista · Repórter de Geral · · 1 min de leitura

O Observatório Neil Gehrels Swift, da Nasa, reentrou na atmosfera da Terra na quarta-feira, quase 22 anos após o lançamento. A Força Espacial dos EUA confirmou que a queda ocorreu às 7h39 no horário da Costa Leste americano, sobre a região de Sumatra do Norte, na Indonésia, perto de 3,4 graus de latitude norte e 98,6 graus de longitude leste. No horário de Brasília, foi às 9h39.
A reentrada foi sobre a Indonésia, e não há registro de efeito no Rio Grande do Sul.

Observatório estudava explosões de raios gama
Lançado em novembro de 2004 para uma missão de dois anos, o Swift foi criado para estudar explosões de raios gama e outros fenômenos cósmicos. Observou milhares desses eventos e durou cerca de 11 vezes mais que o previsto.
Resgate fracassou e órbita foi baixando
A órbita do Swift baixava aos poucos, processo agravado pela atividade solar, e o observatório não tinha propulsão própria. A missão de resgate LINK, da Nasa com a empresa Katalyst, não conseguiu elevar o Swift e foi abandonada em meados de agosto. A Nasa encerrou as operações científicas em 20 de outubro.
A Nasa esperava que a maior parte da nave queimasse na reentrada, e que alguns fragmentos mais densos pudessem sobreviver. A Força Espacial dos EUA estimava em 1 chance em 2.100 de alguém ser ferido, e não houve relato de danos.
Perguntas frequentes
O telescópio Swift caiu no Brasil ou no Rio Grande do Sul?
Não. A reentrada foi sobre a região de Sumatra do Norte, na Indonésia, e não há registro de efeito no Rio Grande do Sul.
Quando o Swift reentrou na atmosfera?
Na quarta-feira (4), às 9h39 no horário de Brasília, segundo a Força Espacial dos EUA.
Alguém corre risco com a queda do Swift?
A Força Espacial dos EUA estimava 1 chance em 2.100 de alguém ser ferido, e não houve relato de danos.
Para que servia o telescópio Swift?
Para estudar explosões de raios gama e outros fenômenos cósmicos, tendo observado milhares desses eventos.
Saber mais: fontes consultadas (4)
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