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MundoPolíticaAfeta o RS

Senado do Paraguai destitui Santiago Peña por 44 votos e Pedro Alliana assume

Peña foi julgado sem comparecer, em meio à crise do Ueno Bank, e o vice assumiu a Presidência na mesma noite de sexta-feira (6).

Por que afeta o RS: O Paraguai é um dos principais parceiros comerciais e vizinhos da Fronteira Oeste e do Noroeste gaúcho, e instabilidade política pode impactar exportações e o fluxo na fronteira.

Redação Bairrista · Repórter de Política · · 1 min de leitura

Santiago Peña, em foto de arquivo de julho de 2023, durante reunião oficial como presidente eleito do Paraguai.
Foto: Governo do Estado de São Paulo / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

O Senado do Paraguai destituiu o presidente Santiago Peña na sexta-feira (6), em Asunción. Os senadores o declararam culpado por mau desempenho de funções, em sessão extraordinária presidida pelo senador Basilio Núñez. Pedro Alliana, até então vice-presidente, assumiu o cargo naquela noite.

O Paraguai é sócio do Mercosul e parceiro do Brasil em Itaipu, e a troca de comando em Asunción interessa a exportadores e ao setor elétrico.

Votação e rito do julgamento

Segundo o Senado paraguaio, a votação foi nominal e unânime entre os legisladores presentes. A imprensa paraguaia registrou 44 votos pela destituição. A Câmara dos Deputados havia aprovado antes o avanço do processo com 78 votos.

Peña pediu por ofício uma prorrogação de 72 horas para preparar a defesa, e o plenário recusou. O julgamento ocorreu na ausência dele.

A renúncia que não andou

A defesa sustentou que o processo perdera sentido. O representante legal afirmou que Peña havia renunciado e que o Congresso já não tinha competência para julgá-lo. O Congresso seguiu em frente. A renúncia foi apresentada na quinta-feira (5), mas a sessão não teve quórum para analisá-la.

Crise do Ueno Bank

O processo nasceu da crise provocada pelo fechamento do Ueno Bank. Peña é questionado pelos vínculos com essa instituição financeira. Ele nega irregularidades? A defesa não detalhou essa posição nas fontes consultadas, e o Senado não listou na nota os fatos específicos da acusação.

Os senadores separaram o que foi julgado de eventual responsabilidade criminal. A responsabilidade política examinada no julgamento é distinta das possíveis responsabilidades penais, que cabem à Justiça.

Saber mais: fontes consultadas (4)

Produzida e checada pela redação do Bairrista. Viu um erro? Fala com a redação.

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