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Sarampo passa de 4,4 mil casos nos EUA; Brasil tem 61 e RS segue sem registro em 2026

Diretor do Programa Nacional de Imunizações diz que discurso antivacina e mudanças nas recomendações americanas ameaçam o controle da doença nas Américas.

Por que afeta o RS: Brasil mantém risco de reintrodução do sarampo com 61 casos importados em 2026, o que exige reforço da vacinação também no RS.

Redação Bairrista · Repórter de Geral · · 3 min de leitura

Foto: Sarampo passa de 4,4 mil casos nos EUA; Brasil tem 61 e RS segue sem registro em 2026
Foto: Senado Federal / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

Sarampo passa de 4,4 mil casos nos EUA; Brasil tem 61 e RS segue sem registro em 2026

Os Estados Unidos somam 4.410 casos confirmados de sarampo em 2026, até 15 de outubro, segundo o CDC, a agência de saúde americana. O país registra o maior número anual de casos em mais de 35 anos. O diretor do Programa Nacional de Imunizações (PNI), Eder Gatti, fez um alerta nesta quarta (21). Para ele, discursos contrários à vacina e mudanças nas recomendações de imunização nos EUA ameaçam o controle da doença no continente. "Espero que o mundo não olhe isso como exemplo", afirmou.

O Rio Grande do Sul não registrou nenhum caso de sarampo em 2026, informou a Secretaria Estadual da Saúde (SES-RS). A secretaria alerta para o risco de o vírus voltar ao estado por viagens e pela circulação internacional. O último caso gaúcho foi importado: o Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs) lista, em 2025, um caso no RS, importado dos EUA. A SES-RS informa que não houve transmissão para outras pessoas.

Brasil tem 61 casos, sem transmissão endêmica

O Ministério da Saúde confirmou 61 casos de sarampo no Brasil em 2026, importados ou relacionados à importação. Até 5 de outubro, eram 52 casos importados: 41 em São Paulo, 10 no Amazonas e um no Rio de Janeiro.

Mesmo assim, o país mantém o status de livre da circulação endêmica. Em novembro de 2024, a OPAS recertificou o Brasil, após a interrupção da transmissão sustentada. Nos EUA, mais de 90% dos casos são de pessoas não vacinadas ou com situação vacinal desconhecida, e a maioria tem até 19 anos.

Vacinação e bloqueio

A meta de cobertura da primeira dose da tríplice viral é de 95%. Em 2024, a primeira dose chegou a cerca de 96% das crianças. Em 2025, a cobertura caiu para 93,10% no Brasil.

Nas regiões com casos importados, o Ministério da Saúde faz vacinação, busca ativa, investigação de casos suspeitos, coleta de amostras, acompanhamento de contatos e bloqueio vacinal. Em 2026, houve quatro grandes mobilizações, com mais de 3,8 milhões de doses aplicadas em São Paulo e cerca de 192 mil no Amazonas.

No RS, a SES orienta que os serviços de saúde notifiquem qualquer suspeita em até 24 horas. A secretaria também pede investigação epidemiológica, busca ativa, isolamento dos suspeitos e vacinação seletiva dos contatos.

O que fazer antes de viajar

Quem vai a países com surto deve conferir a caderneta antes da viagem. O CDC recomenda que viajantes internacionais estejam plenamente vacinados contra o sarampo.

Para quem ainda não tem comprovação vacinal, a SES-RS recomenda duas doses da tríplice viral dos 12 aos 29 anos e uma dose dos 30 aos 59 anos. A vacina é gratuita no SUS, em qualquer unidade básica de saúde.

Febre com manchas vermelhas pede atendimento médico. Os sintomas costumam surgir entre sete e 21 dias após uma viagem internacional, período compatível com a incubação da doença. O caso suspeito deve ficar isolado de seis dias antes a quatro dias depois do aparecimento das manchas.

Serviço: a tríplice viral está disponível de graça nas unidades básicas de saúde de todo o RS. É preciso levar a caderneta de vacinação ou um documento com o histórico de doses. Quem teve febre e manchas após viajar deve procurar atendimento e avisar a vigilância municipal.

Perguntas frequentes

Onde tomar a vacina contra o sarampo no RS?

A tríplice viral é gratuita no SUS, em qualquer unidade básica de saúde do RS, levando a caderneta de vacinação ou documento com o histórico de doses.

Quantas doses da tríplice viral são indicadas no RS?

Para quem não tem comprovação vacinal: duas doses dos 12 aos 29 anos e uma dose dos 30 aos 59 anos, segundo a SES-RS.

Quais são os sintomas do sarampo?

Febre com manchas vermelhas exige atendimento médico. Os sintomas costumam surgir entre sete e 21 dias após uma viagem internacional.

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