Santa Maria: Operação Padrinho prende 72 e mira facção após execução com 15 tiros
Polícia Civil cumpriu mais de 230 ordens judiciais em três cidades da Região Central e em cinco casas prisionais, a partir de um homicídio de agosto de 2025.
Redação Bairrista · Repórter de Polícia · · 2 min de leitura

A Polícia Civil deflagrou na manhã desta quarta-feira (4) a Operação Padrinho, contra uma organização criminosa ligada a homicídios em Santa Maria. Até o momento, 72 pessoas foram presas. A ação foi conduzida pela Delegacia de Polícia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DPHPP) de Santa Maria, com apoio da Brigada Militar, da Polícia Penal e do Instituto-Geral de Perícias.
A polícia afirma que o grupo está enraizado na Região Central e dentro do sistema prisional. As ações ocorreram em Santa Maria, Restinga Sêca e Caçapava do Sul. O delegado Adriano Rossi, titular da DPHPP, disse que o objetivo era desarticular uma organização criminosa enraizada na região e no sistema prisional.

Tudo começou com um homicídio no Nova Santa Marta
A investigação começou em 13 de agosto de 2025, a partir de um homicídio qualificado no bairro Nova Santa Marta, em Santa Maria. Um homem foi executado com 15 tiros. A análise da rota de fuga dos atiradores levou à organização criminosa de Santa Maria. Segundo a polícia, o crime foi uma retaliação ordenada pela cúpula do grupo.
Mais de 230 ordens, entre prisões, buscas e bloqueios
Foram cumpridas mais de 230 ordens judiciais, entre mandados de prisão preventiva, de busca e apreensão, sequestros de veículos e bloqueios de contas bancárias. Também houve ordens cumpridas na Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (Pasc), na Penitenciária Estadual de Santa Maria (Pesm), no Presídio Regional de Santa Maria (PRSM), no Presídio Estadual de Júlio de Castilhos (Pejuli) e no Presídio Estadual de São Borja.
Segundo a Polícia Civil, as diligências revelaram uma organização de alta complexidade. Ela tem rígida hierarquia, divisão de tarefas e vínculo com uma macrofacção de alcance estadual. A polícia diz que o grupo usava fuzis e pistolas e ocultava recursos da venda de drogas.
O nome da operação vem do tratamento dado ao chefe. A polícia explica que o líder máximo era tratado de forma reverencial pelos subordinados.
O diretor do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa, delegado Mario Souza, afirmou que a operação busca punir os homicídios, isolar os integrantes e sufocar as finanças e a logística do grupo. Em entrevista, ele disse que quem cometer homicídio vai "receber toda a força do Estado".
A Polícia Civil informou que as responsabilidades individuais serão apuradas com respeito ao contraditório e à ampla defesa.
Mais informações sobre a operação estão no site da Polícia Civil do RS (pc.rs.gov.br).
Perguntas frequentes
Quantas pessoas foram presas na Operação Padrinho?
Até o momento, 72 pessoas foram presas.
Em quais cidades a operação foi realizada?
Santa Maria, Restinga Sêca e Caçapava do Sul, além de ordens cumpridas em cinco casas prisionais.
Onde e quando começou a investigação?
Ela começou em 13 de agosto de 2025, a partir de um homicídio qualificado no bairro Nova Santa Marta, em Santa Maria.
Quantas ordens judiciais foram cumpridas?
Mais de 230 ordens, entre mandados de prisão preventiva, busca e apreensão, sequestros de veículos e bloqueios de contas bancárias.
Saber mais: fontes consultadas (4)
Da tua região: Santa Maria e Central
Santa Maria: 83ª Romaria da Medianeira começa nesta sexta (6) e tem procissão no domingo

Renato Gaúcho diz que Grêmio assistiu ao Flamengo e explica mudanças no intervalo

Jaguari: Apae recebe ofício com indicação de R$ 30 mil no Orçamento de 2027

Cachoeira do Sul vai a Brasília pedir R$ 10,1 milhões a mais para a saúde especializada
