Rússia liberta americano Stephen Hubbard, condenado a quase 7 anos; Trump cita sanções
O professor aposentado de 74 anos, preso desde 2022, saiu de São Petersburgo; o Kremlin fala em gesto humanitário, e Trump diz que não houve troca.
Redação Bairrista · Repórter de Geral · · 2 min de leitura

A Rússia libertou nesta quarta (21) o americano Stephen Hubbard, de 74 anos, condenado a quase sete anos de prisão por supostamente lutar como mercenário pela Ucrânia. O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que Hubbard está "a caminho de casa". Segundo Trump, a soltura veio após pedido dele ao presidente russo, Vladimir Putin, em telefonema na semana passada.
A soltura entrou no centro das negociações de paz para a guerra na Ucrânia, que mexem com o preço de energia, grãos e fertilizantes no mundo todo. O enviado especial americano Steve Witkoff agradeceu a Putin pela libertação durante reunião em São Petersburgo, e Putin respondeu que Hubbard já estava no aeroporto de Pulkovo.
Trump nega troca e liga soltura às sanções
Em publicação na rede Truth Social, Trump disse que os EUA não precisaram dar nada em troca e que não houve "swap" para a libertação. Ele também afirmou que, se sanções tivessem sido impostas, as negociações teriam parado por completo.
Na semana passada, a Casa Branca impediu que novas sanções contra a Rússia entrassem em vigor e, no início do mês, concordou em comprar diesel de Moscou.
Do lado russo, o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, disse que Putin libertou Hubbard por razões humanitárias, sem dar mais detalhes.
Condenação, saúde e família
Hubbard, professor aposentado nascido em Michigan, foi detido por forças russas no leste da Ucrânia em 2022. Ele foi condenado, após julgamento fechado em 2024, por supostamente servir como mercenário no Exército ucraniano. Ele nega as acusações. Era o último americano que o Departamento de Estado classificava como detido ilegalmente na Rússia.
A família agradeceu a Trump e à sua equipe por abrirem o diálogo com a Rússia, o que levou a esse "dia de alegria". Até dez outros americanos, incluindo pessoas com dupla nacionalidade, seguem sob custódia russa.
Hubbard, que tem a saúde fragilizada, deve ser levado ao Texas para tratamento em um hospital militar. A irmã dele disse que o voo seguirá para San Antonio, onde fica a base que costuma receber americanos libertados. Nem a Casa Branca nem o Departamento de Estado informaram a hora da chegada.
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