RS tem 1.754 pessoas na fila por órgãos; país soma 49.695, 46.132 delas por rim
Central Estadual de Transplantes contava 3.069 gaúchos à espera em setembro, número maior porque inclui córnea.
Redação Bairrista · Repórter de Geral · · 2 min de leitura

O Brasil tinha 49.695 pessoas à espera de um transplante de órgão, e 1.754 delas estavam no Rio Grande do Sul, segundo levantamento do g1 publicado neste sábado (31), com base em dados do Ministério da Saúde. O recorte estadual também aparece em outros veículos que reproduziram o levantamento nacional. A reportagem parte do caso de um goleiro de 14 anos cujos órgãos ajudaram a salvar seis vidas.
No RS, a Central Estadual de Transplantes aponta o rim como a maior fila. A Central Estadual de Transplantes contava, em setembro, 3.069 pessoas à espera de transplante no RS. A conta é maior que a do levantamento nacional porque inclui tecidos: a maior demanda era por rim, com 1.482 pessoas, seguida pela córnea, com 1.322 pacientes. Tirando a córnea, a fila de órgãos fica em cerca de 1.750, na mesma ordem de grandeza dos 1.754 do levantamento nacional.

Rim responde por mais de 90% da fila nacional
Na fila do país, o rim lidera com 46.132 pacientes, segundo a reportagem do g1. Em seguida vêm fígado (2.377), coração (516), pâncreas e rim juntos (372), pulmão (265), pâncreas (29) e transplante multivisceral (quatro). Desde o começo de 2026, foram feitos 7,4 mil transplantes no Brasil, de acordo com a mesma reportagem.

A fila é única, gerida pelo SUS, e reúne pacientes das redes pública e privada. A ordem não depende só do tempo de inscrição: pesos como gravidade e compatibilidade entram na seleção. A Secretaria Estadual da Saúde explica que, após o consentimento da família, a Central Estadual de Transplantes identifica os receptores com maior compatibilidade, seguindo critérios técnicos.
O que o RS já faz em transplantes
Em 2026, o RS fez mais de 1.600 transplantes entre janeiro e setembro.
O Hospital de Clínicas de Porto Alegre é uma das referências: fez 388 transplantes de órgãos e tecidos em 2026, até 25 de setembro, e soma mais de 11.536 desde o início do programa. A rede também cresce no interior. Em junho, um transplante de rim foi possível pela primeira doação de órgão no Hospital São Vicente de Paulo, em Osório, e a captação foi feita por equipe da Santa Casa de Porto Alegre.
O coordenador da Central de Transplantes do RS, Rogério Caruso, explicou na ocasião que todo hospital com UTI pode ter pacientes em morte encefálica, mas a condição muitas vezes não é detectada nem notificada.
Como virar doador
A doação depende da autorização da família. O Ministério da Saúde orienta que quem deseja doar converse com os parentes e deixe a vontade clara.
Serviço: a Central Estadual de Transplantes, ligada à Secretaria Estadual da Saúde, coordena o processo no RS. A campanha estadual "O Amor Vive" reforça o recado durante o ano. A fila nacional pode ser consultada nas páginas do Ministério da Saúde e do Sistema Nacional de Transplantes.
Perguntas frequentes
Quantas pessoas esperam transplante no RS?
Segundo a Central Estadual de Transplantes, eram 3.069 gaúchos em setembro, contando também córnea e tecidos; a fila de órgãos soma cerca de 1.750.
Qual é a fila de transplante mais longa no RS?
A de rim, com 1.482 pessoas, seguida pela córnea, com 1.322 pacientes.
Como faço para virar doador de órgãos?
A doação depende da autorização da família, e o Ministério da Saúde orienta que quem deseja doar converse com os parentes e deixe a vontade clara.
Saber mais: fontes consultadas (5)
- g1, levantamento da fila de transplantes (dados do Ministério da Saúde)
- Ministério da Saúde, campanha para conversar com a família sobre doação
- Portal do Estado do RS, transplantes no primeiro semestre de 2026 (Central de Transplantes)
- Litoral na Rede, dados da Central Estadual de Transplantes em setembro
- Litoral Mania, dados do Hospital de Clínicas de Porto Alegre
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