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Republicanos miram Hegseth após derrota nas midterms e Johnson deixa liderança na Câmara

Massie promete forçar votação de impeachment do secretário de Defesa assim que o Congresso voltar, e a Casa Branca diz que Donald Trump segue ao lado dele.

Redação Bairrista · Repórter de Política · · 2 min de leitura

Pete Hegseth em cerimônia oficial de assinatura de acordo da coalizão anticartel das Américas (foto de agosto de 2026).
Foto: U.S. Secretary of War / Wikimedia Commons (Public domain)

Um dia depois de os democratas conquistarem a Câmara e o Senado nas eleições de meio de mandato, o Partido Republicano abriu uma disputa interna nos Estados Unidos. Nesta quarta (4), a CNN relatou que republicanos pressionam o secretário de Defesa, Pete Hegseth, a assumir a culpa pelas perdas. No mesmo dia, o presidente da Câmara, Mike Johnson, comunicou a assessores que não vai disputar a liderança da bancada republicana no próximo Congresso, segundo o USA Today.

Para o RS, que exporta soja, carne e arroz, o que importa é se a política externa de Washington muda. Até agora, Casa Branca e Pentágono não anunciaram mudança nas tarifas, no apoio à Ucrânia nem nas operações militares.

O que dizem os críticos de Hegseth

Republicanos ouvidos pela CNN, sob anonimato, argumentam que Hegseth, defensor ativo da guerra, exagerou a capacidade dos EUA de vencer rápido e com facilidade. Segundo eles, o conflito virou um atoleiro, prende o país no Oriente Médio e agrava a crise de custo de vida, o que teria provocado a revolta dos eleitores. A maior parte das críticas, portanto, não tem nome ligado a elas.

Há duas vozes identificadas. O deputado Thomas Massie, do Kentucky, diz que vai provocar uma votação de impeachment de Hegseth quando os parlamentares voltarem, na semana que vem. O vice-presidente JD Vance afirmou que "a razão pela qual perdemos é a guerra", sem apontar culpados. A CNN também informou que republicanos da Câmara consideram votar para repudiar o secretário.

Casa Branca e Pentágono defendem o secretário

Segundo assessores da Casa Branca ouvidos pela CNN, a confiança de Trump em Hegseth não balançou. A porta-voz Lauren Bis criticou a perspectiva de investigações democratas no Pentágono, que chamou de "falsas". O porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, disse que Hegseth não vai recuar diante de investigações que classificou como politicamente motivadas.

Aliados do governo não descartam mudanças adiante. Assessores e aliados esperam que Trump acabe promovendo algum nível de troca na administração.

Johnson abre mão, e Scalise e Jordan são citados

Johnson foi reeleito na Louisiana, mas a maioria democrata deve escolher o deputado Hakeem Jeffries para presidir a Câmara. Veículos americanos citam o deputado Steve Scalise, da Louisiana, e o deputado Jim Jordan, de Ohio, como possíveis candidatos à liderança republicana. Não há confirmação oficial de data para a eleição interna nem lista fechada de concorrentes.

O que vem a seguir

A votação sobre Hegseth depende do retorno do Congresso, na semana que vem, e da forma como Massie apresentar a medida. O novo Congresso se reúne em janeiro de 2027, e a eleição do presidente da Câmara fica para essa data.

Perguntas frequentes

O Congresso vai votar o impeachment de Hegseth?

Deputado Thomas Massie diz que vai forçar a votação quando os parlamentares voltarem, na semana que vem.

Quando o novo Congresso dos EUA se reúne?

O novo Congresso se reúne em janeiro de 2027, quando será eleito o presidente da Câmara.

Mike Johnson vai continuar na liderança republicana?

Johnson comunicou a assessores que não vai disputar a liderança da bancada republicana no próximo Congresso.

A política externa dos EUA muda para o RS?

Até agora, Casa Branca e Pentágono não anunciaram mudança nas tarifas, no apoio à Ucrânia nem nas operações militares.

Saber mais: fontes consultadas (4)

Produzida e checada pela redação do Bairrista. Viu um erro? Fala com a redação.

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