Republicanos miram Hegseth após derrota nas midterms e Johnson deixa liderança na Câmara
Massie promete forçar votação de impeachment do secretário de Defesa assim que o Congresso voltar, e a Casa Branca diz que Donald Trump segue ao lado dele.
Redação Bairrista · Repórter de Política · · 2 min de leitura

Um dia depois de os democratas conquistarem a Câmara e o Senado nas eleições de meio de mandato, o Partido Republicano abriu uma disputa interna nos Estados Unidos. Nesta quarta (4), a CNN relatou que republicanos pressionam o secretário de Defesa, Pete Hegseth, a assumir a culpa pelas perdas. No mesmo dia, o presidente da Câmara, Mike Johnson, comunicou a assessores que não vai disputar a liderança da bancada republicana no próximo Congresso, segundo o USA Today.
Para o RS, que exporta soja, carne e arroz, o que importa é se a política externa de Washington muda. Até agora, Casa Branca e Pentágono não anunciaram mudança nas tarifas, no apoio à Ucrânia nem nas operações militares.
O que dizem os críticos de Hegseth
Republicanos ouvidos pela CNN, sob anonimato, argumentam que Hegseth, defensor ativo da guerra, exagerou a capacidade dos EUA de vencer rápido e com facilidade. Segundo eles, o conflito virou um atoleiro, prende o país no Oriente Médio e agrava a crise de custo de vida, o que teria provocado a revolta dos eleitores. A maior parte das críticas, portanto, não tem nome ligado a elas.
Há duas vozes identificadas. O deputado Thomas Massie, do Kentucky, diz que vai provocar uma votação de impeachment de Hegseth quando os parlamentares voltarem, na semana que vem. O vice-presidente JD Vance afirmou que "a razão pela qual perdemos é a guerra", sem apontar culpados. A CNN também informou que republicanos da Câmara consideram votar para repudiar o secretário.
Casa Branca e Pentágono defendem o secretário
Segundo assessores da Casa Branca ouvidos pela CNN, a confiança de Trump em Hegseth não balançou. A porta-voz Lauren Bis criticou a perspectiva de investigações democratas no Pentágono, que chamou de "falsas". O porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, disse que Hegseth não vai recuar diante de investigações que classificou como politicamente motivadas.
Aliados do governo não descartam mudanças adiante. Assessores e aliados esperam que Trump acabe promovendo algum nível de troca na administração.
Johnson abre mão, e Scalise e Jordan são citados
Johnson foi reeleito na Louisiana, mas a maioria democrata deve escolher o deputado Hakeem Jeffries para presidir a Câmara. Veículos americanos citam o deputado Steve Scalise, da Louisiana, e o deputado Jim Jordan, de Ohio, como possíveis candidatos à liderança republicana. Não há confirmação oficial de data para a eleição interna nem lista fechada de concorrentes.
O que vem a seguir
A votação sobre Hegseth depende do retorno do Congresso, na semana que vem, e da forma como Massie apresentar a medida. O novo Congresso se reúne em janeiro de 2027, e a eleição do presidente da Câmara fica para essa data.
Perguntas frequentes
O Congresso vai votar o impeachment de Hegseth?
Deputado Thomas Massie diz que vai forçar a votação quando os parlamentares voltarem, na semana que vem.
Quando o novo Congresso dos EUA se reúne?
O novo Congresso se reúne em janeiro de 2027, quando será eleito o presidente da Câmara.
Mike Johnson vai continuar na liderança republicana?
Johnson comunicou a assessores que não vai disputar a liderança da bancada republicana no próximo Congresso.
A política externa dos EUA muda para o RS?
Até agora, Casa Branca e Pentágono não anunciaram mudança nas tarifas, no apoio à Ucrânia nem nas operações militares.
Saber mais: fontes consultadas (4)
- CNN via WRTV, Republicans turn against Hegseth after midterm losses
- CNN via KVIA, Republicans quickly turn against Pete Hegseth after midterms rout
- NBC Palm Springs, Republicans Turn on Pete Hegseth After Midterm Election Losses
- USA Today, Speaker Mike Johnson won't seek House leadership role after GOP losses
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