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Presidente do Fed diz que IA é a mudança mais importante da economia em sua vida

Kevin Warsh prevê inflação mais alta no curto prazo e ganho de produtividade adiante; o Fed volta a decidir os juros nos dias 27 e 28.

Redação Bairrista · 16 de outubro de 2026 às 06:59 · 2 min de leitura

Presidente do Fed diz que IA é a mudança mais importante da economia em sua vida
Foto: AgnosticPreachersKid / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

O presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Kevin Warsh, disse nesta sexta (16) que a inteligência artificial é "provavelmente a mudança mais importante para a economia dos Estados Unidos e para a economia global em toda a minha vida" . Ele falou em Bangcoc, na Tailândia, numa conversa com a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, durante as reuniões anuais do FMI e do Banco Mundial.

Para quem vive no RS, o efeito é indireto, mas passa pelos juros americanos. Warsh admitiu que o boom de investimentos em IA vai pressionar os preços no curto prazo . Inflação alta nos EUA aumenta a pressão por juros mais altos por lá, e isso mexe com o dólar, que pesa no preço do que o estado exporta e importa.

Inflação agora, produtividade depois

Warsh afirmou que encara as implicações macroeconômicas da tecnologia "com sobriedade e responsabilidade", incluindo uma alta de inflação no curto prazo por efeitos de demanda e um choque positivo de oferta no longo prazo . Segundo ele, a tecnologia deve tornar mais produtivos as economias e os países que a usarem bem .

Como exemplo, ele disse esperar que o Fed use IA para analisar melhor os dados na condução da política monetária .

O dirigente também descreveu um caminho difícil. Para ele, a transição tende a ser "muito acidentado" , por causa da incerteza sobre a tecnologia e sobre a estrutura de mercado que ela vai criar. Warsh disse ainda que o efeito da IA sobre o emprego no curto prazo segue incerto.

Juros: sem sinal para outubro

Warsh não indicou o que o Fed fará na próxima reunião. O comitê se reúne de novo neste mês, e o mercado espera que mantenha os juros, antes de uma nova alta de 0,25 ponto percentual em dezembro.

Desde que assumiu, em maio, Warsh prometeu cumprir a meta de estabilidade de preços, e em setembro o Fed subiu os juros pela primeira vez em três anos.

Ele afirmou que os bancos centrais do mundo apertaram a política monetária de forma sincronizada, o que, nas palavras dele, significa que "não há caronas" .

Serviço

  • Próxima reunião do Fed sobre juros: 27 e 28 de outubro .

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