Só cerca de 10% dos municípios gaúchos oferecem o serviço Família Acolhedora
Com cerca de 10% das cidades no programa, o Estado criou um selo que premia com recursos quem tem lei municipal, família habilitada e criança acolhida.
Redação Bairrista · Repórter de Geral · · 2 min de leitura

Poucos municípios do Rio Grande do Sul oferecem o serviço Família Acolhedora, que coloca crianças e adolescentes afastados da família de origem em lares habilitados, em vez de abrigos. A Sedes mantém a lista oficial dos municípios com o serviço, atualizada em 6 de março de 2026.
Para o leitor, a diferença é onde a criança fica: nas cidades sem o serviço, ela costuma ir para o acolhimento institucional; onde o programa existe, pode ser recebida por uma família habilitada.

Estado criou selo para estimular a adesão
A Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes) do RS lançou em dezembro de 2025 o Selo Família Acolhedora. A iniciativa premia com recursos financeiros os municípios que tenham o serviço instituído por lei municipal, ao menos uma família acolhedora habilitada e uma criança ou adolescente acolhido.
O lançamento ocorreu no 1º Seminário Estadual de Acolhimento Familiar, em Porto Alegre. O encontro reuniu cerca de 350 gestores, trabalhadores do Sistema Único de Assistência Social (Suas), conselheiros e representantes do Ministério Público e do Judiciário. O seminário foi realizado pelo Comitê Interinstitucional de Serviço de Família Acolhedora, formado por Sedes, Ministério Público, Tribunal de Justiça, OAB/RS e Conselho Estadual da Criança e do Adolescente (Cedica/RS).
A regionalização do serviço, para ampliar sua presença em municípios de diferentes portes, estava na pauta do encontro.
Em março deste ano, a Sedes entregou o selo a prefeituras durante o III Seminário de Desenvolvimento Social, em Restinga Sêca, com gestores e profissionais da assistência social de todo o estado.
Seminário reuniu gestores e Judiciário
Santa Maria opera o programa desde outubro de 2022. Em dois anos de atividades, o serviço contabilizou quatro famílias habilitadas, e uma delas fazia o segundo acolhimento. A coordenadora do serviço, a assistente social Janaina Schimitt Procópio, afirmou que são necessárias mais famílias dispostas a acolher.
Em Novo Hamburgo, o cenário é de recomeço. A psicóloga Bruna Martins, da Secretaria de Desenvolvimento Social e Humano, informou que há apenas uma família habilitada no município. A Comissão de Direitos Humanos da Câmara articula um seminário para ampliar a adesão, e a pauta, os participantes e a data ainda serão definidos.
O custo também entra na discussão. Segundo a Câmara de Novo Hamburgo, enquanto uma vaga em acolhimento institucional tem custo elevado para a administração, a família acolhedora recebe um auxílio equivalente a um salário mínimo.
Serviço: como entrar no programa
Famílias interessadas devem procurar o CRAS ou a secretaria de assistência social do município. Prefeituras que queiram o selo estadual precisam ter a lei municipal do serviço, ao menos uma família habilitada e uma criança ou adolescente acolhido, conforme os critérios da Sedes.
Perguntas frequentes
O que é o serviço Família Acolhedora?
Coloca crianças e adolescentes afastados da família de origem em lares habilitados, em vez de abrigos.
O que é o Selo Família Acolhedora?
Premia com recursos financeiros os municípios que tenham o serviço instituído por lei municipal, ao menos uma família habilitada e uma criança ou adolescente acolhido.
Quando o selo foi lançado?
Foi lançado pela Sedes em dezembro de 2025, no 1º Seminário Estadual de Acolhimento Familiar, em Porto Alegre.
Como uma família pode entrar no programa?
Deve procurar o CRAS ou a secretaria de assistência social do município.
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