Porto Alegre: Justiça decreta internação provisória de adolescente por morte de gari
A medida vale por até 45 dias e se apoia em imagens de câmeras, depoimentos e relatórios policiais sobre o crime sob o viaduto Tiradentes.
Redação Bairrista · Repórter de Polícia · · 2 min de leitura

A Justiça decretou nesta sexta-feira (6) a internação provisória do adolescente acusado de matar um gari a golpes de pá em Porto Alegre. O crime ocorreu em 15 de outubro. A internação provisória é uma medida cautelar prevista no artigo 108 do ECA e dura no máximo 45 dias, enquanto a Justiça apura o ato infracional. Nesse prazo, o processo precisa avançar para uma decisão sobre o caso.
O crime sob o viaduto Tiradentes
A vítima é o gari Gelson da Silva Soares, de 51 anos. Ele foi morto na madrugada de quinta-feira (15), enquanto trabalhava sob o viaduto Tiradentes. Gelson era funcionário da Cootravipa, cooperativa responsável pela limpeza urbana da Capital.
A Polícia Civil identificou um adolescente de 17 anos como suspeito de desferir os golpes de pá na cabeça da vítima. O gari morreu no local.
Base da decisão
O juiz apontou indícios suficientes de autoria e materialidade, requisitos do ECA para a internação antes da sentença. Entre os elementos considerados estão imagens de câmeras de monitoramento, depoimentos de investigados e testemunhas, declarações do próprio adolescente e relatórios policiais.
O juiz afirmou que a internação pode ser aplicada quando o ato é cometido com grave ameaça ou violência. Ele também classificou a conduta como "imensamente violenta e com extrema crueldade".
O que a polícia apurou
A Polícia Civil investiga o caso por meio da 2ª Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa. Imagens de câmeras de segurança registraram a agressão e ajudaram a identificar os envolvidos.
Outros dois suspeitos foram presos e a motivação segue sob investigação. O jovem completou 18 anos dias depois do crime, apresentou-se à polícia, foi ouvido e liberado. O delegado Eric Dutra afirmou que o caso deve seguir os procedimentos para atos infracionais cometidos quando ele ainda era menor.
Próximos passos
A internação provisória vale por até 45 dias, enquanto a Justiça apura o ato infracional.
Perguntas frequentes
A internação provisória do adolescente é definitiva?
Não. Trata-se de medida cautelar, com duração de no máximo 45 dias, enquanto a Justiça apura o ato infracional.
Quem era a vítima?
O gari Gelson da Silva Soares, de 51 anos, funcionário da Cootravipa, cooperativa responsável pela limpeza urbana da Capital.
Quais provas embasaram a decisão?
Imagens de câmeras de monitoramento, depoimentos de investigados e testemunhas, declarações do próprio adolescente e relatórios policiais.
O que acontece com o jovem, que já completou 18 anos?
Ele se apresentou à polícia, foi ouvido e liberado. O caso segue os procedimentos para atos cometidos quando ainda era menor.
Saber mais: fontes consultadas (2)
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