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São Marcos e Campestre da Serra: centenas cobram liberação da ponte do Rio das Antas

Interditada desde 22 de setembro, a travessia no km 95,7 da BR-116 tem obra emergencial em contratação, e os prefeitos buscam agenda com o DNIT.

Redação Bairrista · Repórter de Geral · · 3 min de leitura

Ponte de concreto sobre um rio com vegetação verde nas margens, com pessoas e veículos parados próximos ao local
Foto: Divulgação/Oestafeta

Centenas de pessoas se reuniram no sábado (31) para cobrar providências sobre a ponte do Rio das Antas, no km 95,7 da BR-116, entre São Marcos e Campestre da Serra. Os prefeitos dos dois municípios articulam uma agenda com o DNIT para agilizar a liberação e as obras. A travessia está totalmente fechada desde 22 de setembro.

Para quem vive e trabalha na região, o fechamento corta a ligação mais direta entre Caxias do Sul e Vacaria. O prefeito de Campestre da Serra, Tairo Balardin (PP), cobrou celeridade nos trabalhos. A mobilização também tratou dos efeitos da interdição sobre serviços e sobre o escoamento da produção.

Quadro: São Marcos e Campestre da Serra: centenas cobram liberação da ponte do Rio das Antas
Ficha de serviço · Bairrista

O que o DNIT informou sobre a ponte

Técnicos do DNIT fizeram uma vistoria preliminar em 22 de setembro e optaram por interromper a passagem de veículos, após danos causados pelas chuvas da semana. A avaliação preliminar do órgão aponta como principal causa o grande volume de troncos, galhos e vegetação arrastados pelo rio na cheia. O material se acumulou junto aos pilares, e o maior comprometimento ficou em um pilar do lado de São Marcos.

Construída em 1975, a ponte tem 177,5 metros de extensão e estrutura em arco de concreto armado. O Ministério dos Transportes, por meio do DNIT, anunciou uma ação emergencial para recuperá-la. A intervenção será feita por um contrato de manutenção que já existe para a BR-116.

Obra emergencial depende de licitação

Em audiência em 14 de outubro, em Porto Alegre, o superintendente regional do DNIT, Hiratan Pinheiro da Silva, recebeu representantes dos dois municípios. O DNIT informou que estava em processo de licitação para contratar a empresa responsável, com definição prevista para a semana seguinte. Segundo Balardin, ainda não havia data para o início das obras nem estimativa de custo.

Nessa reunião, a comunidade de São Marcos pediu a liberação da ponte para veículos leves. Participaram o prefeito Volmir Rech, o presidente da Câmara de Vereadores, Antonio Luiz Brochetto, o presidente da CIC, Flávio Oscar Sandi, e o deputado estadual Guilherme Pasin. A pauta do ato de sábado é a mesma: reduzir os prejuízos enquanto a recuperação não sai.

Nova ponte é discussão à parte

Segundo o Ministério dos Transportes, a reconstrução da ponte faz parte do planejamento regular do Proarte, o programa de manutenção e reabilitação de estruturas, e é independente da intervenção emergencial. Balardin e Rech pretendem buscar apoio em Brasília para avançar na construção de uma nova estrutura depois que a ponte atual for recuperada.

Desvios em vigor

O DNIT recomenda que quem trafega entre Caxias do Sul e Vacaria, nos dois sentidos, use a ERS-122 como rota alternativa. Para moradores de São Marcos que vão a Vacaria, o desvio local passa pela VRS-315, no distrito de Criúva, no interior de Caxias do Sul. O trecho da ponte está sinalizado.

O desvio vale por tempo indeterminado, enquanto a ponte do km 95,7 seguir fechada nos dois sentidos. Quem planeja viagem pelo trecho pode consultar os alertas de serviço do DNIT para o Rio Grande do Sul e as orientações da PRF antes de sair.

Perguntas frequentes

A ponte do Rio das Antas já tem data para liberar?

Não. Segundo Balardin, ainda não há data para o início das obras nem estimativa de custo.

Qual o caminho alternativo entre Caxias do Sul e Vacaria?

O DNIT recomenda a ERS-122 nos dois sentidos, e moradores de São Marcos podem usar a VRS-315, em Criúva.

Por quanto tempo vale o desvio?

Por tempo indeterminado, enquanto a ponte do km 95,7 seguir fechada nos dois sentidos.

Por que a ponte foi interditada?

O DNIT apontou o grande volume de troncos, galhos e vegetação arrastados pela cheia, acumulados junto aos pilares.

Saber mais: fontes consultadas (6)

Produzida e checada pela redação do Bairrista. Viu um erro? Fala com a redação.

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