PF prende militar da Marinha em Volta Redonda em operação sobre armas de CACs
Segunda fase da Operação Polaridade apreendeu dez armas, sete delas fuzis, e cumpriu mandados em cinco cidades fluminenses; a nota da PF não cita o RS.
Redação Bairrista · Repórter de Polícia · · 2 min de leitura

A Polícia Federal prendeu em flagrante um militar da Marinha do Brasil durante a segunda fase da Operação Polaridade, deflagrada na manhã de quarta-feira (4) no Rio de Janeiro. Ele foi preso por posse irregular de arma de fogo. A operação apura fraude na liberação de autorizações para compra de armas e munições por CACs (colecionadores, atiradores desportivos e caçadores).
Para quem vive no Rio Grande do Sul, onde o registro de CAC é comum, o caso mostra que a PF investiga o próprio processo que autoriza a compra. A nota da PF não cita alvos, buscas ou apreensões no RS. Todas as diligências ocorreram em municípios fluminenses.
Como funcionava o esquema, segundo a PF
A PF investiga um esquema de fraudes em processos de aquisição de armas de fogo e munições por CACs, por meio do sistema Sinarm-CAC. Particulares interessados em obter as autorizações faziam pagamentos indevidos diretamente a um funcionário terceirizado, para conseguir a liberação irregular dos processos administrativos.
A Justiça Federal expediu 10 mandados de busca e apreensão e um de prisão temporária, cumpridos em Rio das Ostras, Macaé, São Pedro da Aldeia, Araruama e Volta Redonda. A ação teve apoio da Corregedoria da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro. Dois policiais militares da ativa também estão entre os alvos da investigação. Os agentes apreenderam dez armas de fogo, sete delas fuzis.
A PF não divulgou o nome, a patente nem a unidade do militar da Marinha.
A primeira fase da operação foi deflagrada em 4 de setembro de 2026, com 20 mandados de prisão e 26 de busca e apreensão em municípios fluminenses e em Vila Velha, no Espírito Santo.
O que a PF diz que vem a seguir
Os investigados poderão responder por corrupção ativa e passiva, inserção de dados falsos em sistema, associação criminosa, falsidade ideológica e comércio ilegal de arma de fogo. São hipóteses sob investigação, não condenações. As diligências seguem para identificar todos os envolvidos e o alcance do esquema.
Perguntas frequentes
O que a PF apreendeu na operação?
Dez armas de fogo, sete delas fuzis.
Quantos mandados foram cumpridos e onde?
Dez mandados de busca e apreensão e um de prisão temporária, em Rio das Ostras, Macaé, São Pedro da Aldeia, Araruama e Volta Redonda.
Essa investigação atinge o Rio Grande do Sul?
A nota da PF não cita alvos, buscas ou apreensões no RS; todas as diligências ocorreram em municípios fluminenses.
Quais crimes os investigados podem responder?
Corrupção ativa e passiva, inserção de dados falsos em sistema, associação criminosa, falsidade ideológica e comércio ilegal de arma de fogo, hipóteses ainda sob investigação.
Saber mais: fontes consultadas (1)
Do interior do RS
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