PF e Receita cumprem 76 mandados de busca em sete estados, e o RS fica fora
A Operação Ifrit atinge grupo transnacional de tráfico de drogas e armas, com ramificação em Santa Catarina e no Paraná, e investiga policiais.
Redação Bairrista · Repórter de Polícia · · 2 min de leitura

A Polícia Federal (PF) e a Receita Federal deflagraram nesta quarta-feira (4) a Operação Ifrit contra uma organização criminosa transnacional. As medidas são cumpridas em Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Mato Grosso, Goiás e Rondônia. A ação foi autorizada pela Justiça Federal de Campo Grande.
O Rio Grande do Sul não tem mandado nem alvo na operação. Os vizinhos Santa Catarina e Paraná estão na lista, e a PF aponta ligações do grupo com o PCC e com o Primeiro Grupo Catarinense (PGC).
Mandados, prisões e afastamentos
Foram cumpridos 76 mandados de busca e apreensão, 25 de prisão preventiva e um de prisão temporária. A Justiça também determinou três medidas de monitoração eletrônica e o afastamento de três policiais civis. A Receita informa ter mobilizado 450 policiais federais, 22 auditores-fiscais e 7 analistas tributários.
Crimes investigados
A organização é suspeita de tráfico transnacional de drogas, tráfico internacional de armas e lavagem de dinheiro, além de envolvimento em sequestros, torturas, atentados e homicídios. São suspeitas em investigação, sem condenação.
A apuração indica que o grupo era liderado por um núcleo familiar e associado a facções, com participação de policiais civis e militares de Mato Grosso do Sul e de um policial rodoviário federal. Segundo a PF, o grupo usava veículos blindados e estruturas de apoio para controlar territórios e intimidar rivais.
Rota passava por Ponta Porã e chegava à Europa
A organização atuava principalmente na fronteira entre Ponta Porã (MS) e Pedro Juan Caballero, no Paraguai, com ramificações em outros estados. Drogas e armas eram obtidas na Bolívia, no Peru e no Paraguai, abastecendo redes de distribuição no Brasil e rotas de entorpecentes para a Europa, especialmente Espanha e Portugal.
Segundo a Receita, as cargas entravam pela fronteira sul-mato-grossense e eram distribuídas a outros estados, principalmente São Paulo, Paraná e Santa Catarina.
O que vem a seguir
A operação segue em andamento. O material apreendido deve ajudar a identificar integrantes, vínculos e movimentações financeiras do grupo. A Receita diz que a ação também busca apreender bens e valores de origem criminosa. O inquérito é conduzido pela PF, com autorização da Justiça Federal de Campo Grande.
Perguntas frequentes
O Rio Grande do Sul tem alvos na Operação Ifrit?
Não. O RS não tem mandado nem alvo na operação, que atinge Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Mato Grosso, Goiás e Rondônia.
Quantos mandados foram cumpridos na Operação Ifrit?
Foram cumpridos 76 mandados de busca e apreensão, 25 de prisão preventiva e um de prisão temporária.
Quais crimes a organização é suspeita de cometer?
Tráfico transnacional de drogas, tráfico internacional de armas e lavagem de dinheiro, além de envolvimento em sequestros, torturas, atentados e homicídios, em investigação sem condenação.
Quem autorizou a Operação Ifrit?
A ação foi autorizada pela Justiça Federal de Campo Grande e é conduzida pela Polícia Federal.
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