Petistas dizem que esquerda sairá mobilizada do 2º turno, mesmo se Flávio vencer
A leitura vem de bastidores do PT e da campanha de Lula, que citam atos de rua e redes digitais; a campanha de Flávio nega que prepare cortes em benefícios e pisos.
Redação Bairrista · Repórter de Política · · 2 min de leitura

Integrantes do PT e da campanha do presidente Lula (PT) avaliam que a esquerda sairá mobilizada do segundo turno deste domingo (25), mesmo que Flávio Bolsonaro (PL) seja eleito presidente. A leitura é de bastidores, sem identificação de quem fala, e não vem acompanhada de dados públicos de público em atos, engajamento digital ou filiações.

Segundo esses petistas, a esquerda teria condições de convocar manifestações contra reformas de um eventual governo do PL que signifiquem corte de gastos ou de direitos. Até agora, é uma expectativa, não um chamado de partido, central sindical ou movimento social.
Eles atribuem o ânimo às ações do segundo turno: grandes eventos de rua e uma atuação digital que consideram inédita, em área tradicionalmente dominada pela direita. Um veterano do partido diz que a energia veio sobretudo dos jovens. Outro petista compara com o clima logo após o primeiro turno, que teve vitórias da direita e deixou a esquerda desanimada.
O que se vê nas ruas e nas redes
Nas ruas, a mobilização descentralizada marcou a campanha pela reeleição de Lula no segundo turno. Houve ato convocado por fãs de k-pop e corridas organizadas por atletas amadores, além de grandes atos em cidades como Brasília, Recife e Rio de Janeiro.
No ambiente digital, o "Exército do Lula", do deputado federal André Janones (Rede-MG), e a "Tropa do Flávio", do deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO), reúnem quase dez milhões de pessoas. Se Lula perder, dirigentes da esquerda citam o canal como instrumento de pressão e protestos contra uma gestão de Flávio. Ainda segundo a CNN Brasil, dirigentes bolsonaristas fazem discurso parecido caso Flávio seja derrotado.
Os cortes em disputa
O tema que mais pode mexer com o bolso do eleitor gaúcho é o ajuste fiscal. Reportagem de 7/10 relatou que a equipe econômica de Flávio estuda um ajuste de 2% do PIB, cerca de R$ 250 bilhões. Entre as medidas em estudo, estariam desvincular aposentadorias e BPC dos aumentos reais do salário mínimo e rever os pisos de saúde e educação.
A campanha nega. Sua assessoria afirmou que "conversas informais ou interpretações de terceiros não podem ser tratadas como posições oficiais da candidatura". Em entrevista à TV Globo, Flávio negou que vá congelar o mínimo, mexer em benefícios da Previdência e mudar os pisos de saúde e educação. O programa de 76 páginas registrado no TSE não fixa corte de R$ 250 bilhões e promete um "tesouraço" nos gastos, sem definir o valor.
A posse do presidente eleito está prevista para 5 de janeiro de 2027.
Saber mais
- CNN Brasil – Flávio e Lula querem manter tropas de mensagens em futura gestão
- Metrópoles – Atos descentralizados da esquerda nas ruas marcaram campanha no 2º turno
- Painel Político – Plano econômico de Flávio Bolsonaro mira corte de R$ 250 bi
- NC News – Flávio avalia mudar regras da Previdência, saúde e educação
- Rádio Pampa – Flávio Bolsonaro e promessas que elevam gastos
- Jornal Grande Bahia – Apuração sobre R$ 250 bi, Bolsa Família e salário mínimo
- O Povo – Direita e esquerda fazem atos no Recife antes do 2º turno
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