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Lagoa Mirim é monitorada em 12 pontos; estudos ligam poluição a esgoto e lavoura

Coletas mensais cobrem afluentes, margem, centro da lagoa e canal São Gonçalo, enquanto o projeto SOMA-Mirim reúne cientistas de Brasil, Uruguai e Argentina.

Redação Bairrista · 13 de outubro de 2026 às 06:05 · 2 min de leitura

Ilustração: Lagoa Mirim, no extremo Sul do RS, com pontos de monitoramento da qualidade da água. Imagem: Bairrista/IA
Imagem: Bairrista/IA

A Lagoa Mirim, no extremo Sul do RS, é monitorada em 12 localidades, com campanhas mensais de amostragem de água. Os pontos ficam em afluentes, na margem, no corpo da lagoa e no canal São Gonçalo. A descrição consta em artigo científico aceito em 19 de junho de 2026 .

Os dados interessam a quem vive da região. A pesca é uma atividade importante ali, mas a economia se baseia no cultivo de arroz e na criação de gado. A lagoa tem área binacional de 3.750 km², dividida entre Brasil e Uruguai.

O que pesquisas anteriores apontam

Um estudo de pesquisadores da UFPel fez coletas de água em 2014, 2015 e 2016, em oito pontos de monitoramento da Lagoa Mirim, com dez parâmetros de qualidade analisados. O trabalho identificou quatro componentes principais de qualidade, ligados sobretudo à poluição agrícola e à de origem urbana.

Os autores também citam o lançamento de esgoto urbano e industrial sem tratamento no canal São Gonçalo, que liga a Mirim à Lagoa dos Patos. Sobre a lavoura, afirmam que a lagoa tem elevado índice de poluição de origem agrícola, por causa da extensão das áreas cultivadas.

SOMA-Mirim e o diagnóstico binacional

O SOMA-Mirim, sigla de Sistema de Observação e Monitoramento Ambiental da Lagoa Mirim, é um projeto de pesquisa binacional. Segundo A Hora do Sul, ele reúne pesquisadores do Brasil, do Uruguai e da Argentina e previa uma ação embarcada.

Em outra frente, Brasil e Uruguai iniciaram um diagnóstico conjunto para orientar o uso sustentável da água na bacia.

O estudo é uma parceria entre o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional e o governo uruguaio. No lado brasileiro, o trabalho é conduzido pela Fundação Delfim Mendes Silveira, vinculada à UFPel. No Uruguai, a responsável é o Centro Universitario Regional del Este (CURE), da Universidade da República.

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