Peña renuncia no Paraguai, Câmara aprova impeachment por 78 a 0 e Senado decide
Senadores paraguaios fazem sessão extraordinária às 17h para decidir se aceitam a renúncia ou se seguem com o julgamento político do presidente.
Redação Bairrista · Repórter de Política · · 2 min de leitura

O presidente do Paraguai, Santiago Peña, apresentou a renúncia nesta quinta (5). A Câmara de Deputados aprovou por unanimidade o libelo acusatório que abre o juízo político contra ele, mesmo com a renúncia. A votação foi de 78 votos. A decisão agora está com o Senado.
Segundo o jornal paraguaio ABC Color, a sessão extraordinária do Senado para tratar da renúncia estava prevista para as 17h. O jornal argentino La Nación relatou que o Congresso rejeitou a demissão e elevou o pedido de juízo político, com o Senado a se pronunciar depois da sessão das 17h. Os relatos divergem sobre quem teria rejeitado o quê, e não há ata oficial publicada.

Para quem vive no RS, o que se decide em Assunção importa: o Paraguai é vizinho e sócio do Mercosul.
Crise do Ueno Bank derrubou o apoio a Peña
Peña renunciou em meio à crise do Ueno Bank, cuja intervenção pelo Banco Central do Paraguai pesou sobre o governo. A intervenção do Banco Central do Paraguai deixou congeladas as economias de centenas de milhares de pessoas.
A pressão veio também do partido do presidente. O senador Natalicio Chase, líder da bancada do Partido Colorado no Senado, havia cobrado a renúncia e dito que apoiaria o juízo político se ela não viesse. O ex-presidente Horacio Cartes, dirigente do partido, também declarou apoio ao juízo político.
Senadores divergem sobre aceitar a renúncia
Chase defendeu aceitar a renúncia. Segundo ele, rejeitá-la ativaria um juízo político formal, que poderia se estender por até cinco sessões. A bancada, disse, pretende se limitar ao trabalho legislativo, aceitando a renúncia e tomando juramento.
O senador Ever Villalba, do PLRA, disse que o consenso é seguir com o processo. Para ele, a população espera que o presidente renunciante responda à Justiça.
A diferença pesa para Peña. Se a renúncia for aceita, ele conserva o foro privilegiado. Se o Senado o destituir, perde as proteções especiais. Parlamentares denunciaram um pacto de impunidade no oficialismo e pediram que o juízo avance até a destituição.
Se o Senado seguir com o juízo político antes de aceitar a renúncia, Peña continua presidente sujeito ao processo de destituição. Também é possível que o julgamento não alcance a maioria necessária para condenar.
Na destituição de Fernando Lugo, em 2012, a Constituição exigiu dois terços do Senado, 30 dos 45 senadores.
Serviço
A sessão extraordinária do Senado paraguaio está marcada para as 17h desta quinta (5). O resultado define se Peña deixa o cargo por renúncia aceita ou segue como réu em juízo político.
Perguntas frequentes
O que aconteceu com o presidente Santiago Peña?
Ele apresentou renúncia nesta quinta (5), mas a Câmara de Deputados aprovou por 78 votos o libelo que abre o juízo político contra ele.
Quando o Senado paraguaio decide sobre a renúncia?
A sessão extraordinária do Senado está prevista para as 17h desta quinta (5).
Por que isso importa para o Rio Grande do Sul?
O Paraguai é vizinho do RS e sócio do Mercosul, e a decisão em Assunção pode afetar a relação com o país.
O que acontece se a renúncia for aceita?
Peña conserva o foro privilegiado; se o Senado o destituir, perde as proteções especiais.
Saber mais: fontes consultadas (7)
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