Operação cumpre 7 prisões em Dom Pedrito contra golpes aplicados de dentro do presídio
Polícia Civil de Santa Catarina apreendeu celulares e drogas em celas do Presídio Estadual e prendeu uma investigada em flagrante por tráfico.
Redação Bairrista · 15 de outubro de 2026 às 13:45 · 2 min de leitura

A Polícia Civil de Cunha Porã (SC) deflagrou nesta quinta (15) a Operação Trabalho Interno, em Dom Pedrito.
Foram cumpridos sete mandados de prisão temporária e 13 de busca e apreensão, em residências do município e no Presídio Estadual.
O alvo é um grupo suspeito de aplicar golpes com celulares que não poderiam estar nas celas. A análise dos dados indicou que o golpe partia de dentro do presídio, por meio de aparelhos que entraram ilegalmente na unidade.
Como o golpe funcionava
A investigação começou em junho de 2026, quando um morador de Cunha Porã, no Oeste catarinense, tentou comprar um veículo anunciado em rede social e caiu no golpe.
Depois do primeiro contato, os golpistas se passaram por um cartório e cobraram falsas taxas de transferência. A vítima pagou por PIX e teve prejuízo.
Do lado de fora, familiares e pessoas próximas davam apoio operacional e financeiro. Contas bancárias de terceiros recebiam os valores e os repassavam com rapidez. É daí que vem o nome da operação.
Flagrante e apreensões nas celas
Uma investigada foi presa em flagrante por tráfico de drogas durante as buscas. Os policiais apreenderam drogas, celulares e outros objetos em celas do Presídio Estadual de Dom Pedrito.
A Vara Regional de Garantias da Comarca de São Miguel do Oeste (SC) expediu as ordens e determinou o bloqueio de valores dos investigados. A apuração é por estelionato mediante fraude eletrônica, associação criminosa e lavagem de dinheiro.
Quem participou
A ação teve apoio da Delegacia Regional de Polícia de Maravilha (SC), das delegacias de Dom Pedrito e de Bagé, da Polícia Civil gaúcha, e apoio logístico da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp/MJ).
Como se proteger
A Polícia Civil orienta a população a desconfiar de anúncios de veículos com preço abaixo do mercado e de cobranças de "taxas de cartório" por WhatsApp.
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