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Operação Azzardo mira bets ilegais com bloqueio de até R$ 3,48 bi; ninguém foi preso

Polícia Civil do DF cumpriu mandados em cinco estados, mas o Rio Grande do Sul não aparece entre os locais de busca.

Redação Bairrista · Repórter de Polícia · · 2 min de leitura

Dois agentes da Polícia Civil de costas ao lado da traseira de uma viatura durante uma ação policial
Foto: Divulgação/Agência Brasil

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou nesta quinta-feira (5) a Operação Azzardo contra uma rede suspeita de explorar apostas online sem autorização federal e de lavar o dinheiro dos apostadores. A ação ocorreu no Distrito Federal e em São Paulo, Goiás, Paraná, Ceará e Rio Grande do Norte.

O Rio Grande do Sul não está na lista de estados com diligências. A PCDF não divulgou alvos ou empresas gaúchas. Para quem aposta online no RS, o caso mostra o risco de plataformas sem licença. O delegado Paulo Pereira, chefe da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco), disse em coletiva que apostadores registraram boletins de ocorrência por não receber prêmios e por desconhecer que os sites eram ilegais.

Infográfico: Operação mira bets ilegais com bloqueio de até R$ 3,48 bi
Infográfico · Bairrista

Como funcionava o esquema

Segundo a PCDF, dezenas de empresas de fachada recebiam, concentravam e redistribuíam os recursos entre pessoas, empresas e instituições de pagamento. A polícia também apura o uso de laranjas na abertura e na administração dessas companhias.

O centro financeiro do esquema seria uma fintech de São Paulo. A PCDF afirma que nenhum dos sites investigados estava coberto por licenças. A investigação começou há cerca de cinco meses, a partir de comunicações da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda, que identificou plataformas operando sem autorização federal.

Valores, bloqueios e apreensões

A polícia atribui às bets ilegais uma movimentação de cerca de R$ 739 milhões só no Pix. A apuração ainda aponta movimentação de aproximadamente R$ 1 bilhão ligada à fintech paulista e a empresas do mesmo grupo.

A Justiça determinou o bloqueio de contas e ativos de 64 pessoas físicas e 120 pessoas jurídicas, até o limite de R$ 3,483 bilhões. Também suspendeu as inscrições no CNPJ e os registros comerciais de 100 empresas e empresários individuais, e proibiu os investigados de abrir novas contas por 90 dias.

A operação cumpriu 52 mandados de busca e apreensão. A PCDF informou a apreensão de 35 celulares e que ninguém foi preso.

A PCDF diz que vai aprofundar as investigações. A polícia busca identificar os responsáveis pelo comando das plataformas e medir os prejuízos dos apostadores.

Perguntas frequentes

A operação atingiu o Rio Grande do Sul?

Não. A PCDF cumpriu diligências no Distrito Federal, São Paulo, Goiás, Paraná, Ceará e Rio Grande do Norte, e o RS não aparece entre os locais de busca.

Alguém foi preso na Operação Azzardo?

Não. A PCDF informou a apreensão de 35 celulares e que ninguém foi preso.

Quanto a Justiça bloqueou?

Até o limite de R$ 3,483 bilhões, atingindo 64 pessoas físicas e 120 pessoas jurídicas, além da suspensão de 100 CNPJs e registros comerciais.

Como saber se uma bet é legal?

A investigação começou a partir de comunicações da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda, que identifica plataformas sem autorização federal; apostar em sites sem licença é o principal risco apontado pela polícia.

Saber mais: fontes consultadas (4)

Produzida e checada pela redação do Bairrista. Viu um erro? Fala com a redação.

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