Mpox: Brasil soma 665 casos em 2026; RS confirmou o primeiro em Porto Alegre
Ministério da Saúde diz que o total nacional é 94% menor que o de 2022, e a Secretaria da Saúde gaúcha reforça vacinação e busca precoce por atendimento.
Redação Bairrista · Repórter de Política · · 2 min de leitura

O Brasil registrou 665 casos de mpox em 2026, segundo o Ministério da Saúde, em dados divulgados na terça-feira (3). A pasta compara o número com os 10.821 casos de 2022, ano do surto, e diz que a queda é de 94%.
No Rio Grande do Sul, a Secretaria Estadual da Saúde (SES) confirmou o primeiro caso do ano, em paciente residente de Porto Alegre, em balanço de 19 de fevereiro. Na ocasião, nove casos suspeitos haviam sido descartados e dois seguiam em investigação. O painel do Ministério da Saúde chegou a apontar três casos no RS em março. A SES não tem, na página consultada, balanço mais recente com o número atual do Estado.

Aumento está no Rio de Janeiro
O foco da alta recente é o Rio de Janeiro. A secretaria estadual fluminense informou 269 casos confirmados de janeiro a 3 de novembro, contra 92 no mesmo período de 2025, sem óbitos. O Ministério da Saúde anunciou que vai reforçar os estoques de vacina no Estado.
No RS, os números dos últimos anos são menores. Em 2024, o Estado contabilizou 21 casos confirmados e, em 2025, outros 22. Em 2022, no pico do surto, foram 327 casos, segundo nota do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (CEVS).
Como se prevenir
A SES-RS orienta quatro cuidados:
higienizar as mãos com frequência;
não compartilhar objetos de uso pessoal;
evitar contato com pessoas que tenham lesões suspeitas ou diagnóstico confirmado;
procurar atendimento de saúde ao notar sintomas compatíveis com a doença.
O sintoma mais comum é a erupção na pele, com bolhas ou feridas que podem durar de duas a quatro semanas, segundo a Agência Brasil. A transmissão ocorre por contato próximo com lesões, fluidos corporais ou mucosas de quem está infectado.
Vacina é para grupos prioritários
A vacinação segue as recomendações nacionais e prioriza pessoas com maior risco de desenvolver formas graves da doença. Entre os grupos estão pessoas vivendo com HIV/aids com 18 anos ou mais e contagem de linfócitos T CD4 abaixo de 200 células nos últimos seis meses. Também entram profissionais de laboratório que lidam diretamente com orthopoxvírus.
Serviço
Quem tiver lesões na pele ou nas mucosas, ou outros sintomas compatíveis, deve procurar uma unidade de saúde. Os serviços municipais notificam o caso suspeito, coletam amostras e as enviam ao Laboratório Central do Estado (Lacen) para exame. Informações sobre vacinação estão com a secretaria municipal de saúde de cada cidade e no site da SES-RS, em saude.rs.gov.br.
Perguntas frequentes
Quantos casos de mpox o Brasil registrou em 2026?
O Ministério da Saúde contabilizou 665 casos no país em 2026, em dados divulgados na terça-feira (3).
O RS já teve casos de mpox neste ano?
Sim. A SES-RS confirmou o primeiro caso de 2026, em residente de Porto Alegre, em balanço de 19 de fevereiro.
Quais são os principais sintomas da mpox?
O sintoma mais comum é a erupção na pele, com bolhas ou feridas que podem durar de duas a quatro semanas, segundo a Agência Brasil.
Quem pode se vacinar contra a mpox?
A vacinação prioriza grupos de maior risco, como pessoas vivendo com HIV/aids com 18 anos ou mais e CD4 abaixo de 200 células nos últimos seis meses, além de profissionais de laboratório que lidam com orthopoxvírus.
Saber mais: fontes consultadas (7)
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