Morro Redondo reúne 22 mulheres na 2ª Cavalgada do Outubro Rosa, mesmo com chuva
Na estreia, em 2025, foram 25 participantes; organizadoras dizem que o projeto depende de voluntários e parceiros.
Redação Bairrista · Repórter de Cultura · · 2 min de leitura

Morro Redondo, no Sul do Estado, realizou a segunda Cavalgada das Mulheres, e a chuva não impediu a atividade. Ao todo, 22 mulheres montaram para unir a tradição gaúcha à prevenção e ao enfrentamento do câncer, dentro do Outubro Rosa.

A proposta é incentivar as mulheres a fazer exames preventivos e a cuidar da própria saúde. Em entrevista, a idealizadora, Eduarda dos Santos, chefe de gabinete da vice-prefeita, afirmou que muitas mulheres cuidam de toda a família e deixam a própria saúde em segundo plano. "Cuidar de si também é um ato de amor por quem está ao nosso lado", disse.
Chuva reduziu o trajeto
O percurso, planejado para passar por diferentes pontos do município, foi encurtado por causa da chuva. Na primeira edição, em 2025, foram 25 mulheres. Desta vez, além das 22 cavalarianas, familiares acompanharam e apoiaram o grupo.
A iniciativa nasceu da parceria entre Eduarda e a vice-prefeita, Angelica Boettge dos Santos. Eduarda gosta de cavalos e de cavalgadas. Angelica atua em ações de saúde e proteção das mulheres. Para Angelica, em um município pequeno como Morro Redondo, "a proximidade, a informação e o cuidado de umas com as outras fazem a diferença".
Voluntários, parceiros e uma homenagem
Segundo Eduarda, o projeto é feito em grande parte por voluntários e depende de parceiros. A Aapecan, associação de apoio a pessoas com câncer, e o Instituto Buquê de Amor (IBA) forneceram materiais informativos às participantes. Na primeira edição, a Prefeitura, o Sicredi, a Secretaria Municipal de Saúde e Assistência Social, o CTG Cancela Grande, a Aapecan e o IBA constavam como parceiros.
Neste ano, a participante Graciela Krolow homenageou Juliana Krolow e a mãe dela, que venceu o câncer. Segundo Eduarda, Juliana foi convidada em 2025, mas passou mal e não pôde ir. Ela morreu algum tempo depois.
A organização quer que a cavalgada cresça e alcance mais mulheres, inclusive as que nunca montaram. A organização ainda não definiu data nem formato da terceira edição.
Cada participante doou um quilo de alimento não perecível. A arrecadação será entregue à Aapecan, de Pelotas.
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