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Milei defende aliança com EUA e Israel, mais comércio com a China e ataca o Clarín

Em Madri, o presidente argentino também afirmou que quer recuperar as Malvinas por vias diplomáticas e descartou a opção militar.

Redação Bairrista · Repórter de Geral · · 2 min de leitura

Javier Milei discursa diante de público em um salão com bandeiras da Argentina e dos Estados Unidos.
Foto: Divulgação/Casa Rosada

O presidente argentino, Javier Milei, defendeu nesta quarta (21), em Madri, alinhamento com os Estados Unidos e Israel, um comércio exterior mais aberto e melhores relações com a China. A fala foi num café da manhã informativo do Nueva Economía Fórum, durante visita à capital espanhola, onde ele chegou na terça. No mesmo evento, criticou os jornalistas argentinos, em especial os do Clarín, a quem chamou de "mentirosos".

A Argentina faz fronteira com o Rio Grande do Sul e é sócia do Brasil no Mercosul. Por isso, o rumo que o governo vizinho quer dar ao comércio exterior interessa a quem exporta e importa por aqui. Milei não apresentou prazo nem acordo específico.

Abertura três vezes maior e China como parceira

Milei disse que a Argentina deveria ter um coeficiente de abertura comercial três vezes maior que o atual. Afirmou que quem melhor representa os valores do Ocidente são os Estados Unidos e Israel, e alertou para o "desaparecimento do Ocidente" se a situação não for revertida a tempo. Ele defendeu a aliança com os dois países e apostou na "integração nas cadeias de valor".

Sobre a China, o presidente usou os Estados Unidos como argumento. Disse que os americanos comerciam com os chineses, perguntou por que a Argentina não poderia fazer o mesmo e lembrou que a China já é um dos principais parceiros comerciais do país.

Ataque ao Clarín e reação da imprensa

Milei afirmou que o Clarín é um veículo corrupto, que se aliou a políticos corruptos para derrubar um governo e que depois aprovou uma lei de mídia. Acrescentou que os jornalistas o odeiam por ele ser liberal e dizer essas verdades.

Não é a primeira escalada do mês. Em 6 de outubro, a Associação de Entidades Jornalísticas Argentinas (ADEPA) e o Foro de Jornalismo Argentino (FOPEA) rejeitaram uma nova série de agravos do presidente a jornalistas e editores. Entre os citados pela ADEPA estavam Eduardo van der Kooy, do Clarín, e Jesica Bossi, do TN e do Clarín. "A crítica não é o insulto", afirmou o FOPEA.

Malvinas: "não acreditamos em soluções bélicas"

No mesmo café da manhã, Milei disse que as ilhas Malvinas "são argentinas, por direito, por história e por geografia" e que o país confia em recuperá-las pela via diplomática. Repetiu três vezes que o governo não acredita em soluções bélicas. Também avisou que quem quiser fazer negócios de alto risco nas Malvinas não terá permissão para fazê-los a baixo risco no continente, e citou Vaca Muerta como exemplo.

Próximo compromisso em Madri

Milei ainda não confirmou presença na Cúpula Ibero-americana, marcada para o início de novembro na capital espanhola. Ao ser questionado, disse que avalia "se vai ou não" e que "virá quem tiver que vir".

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