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MEC aciona PF por ameaças a federais, entre elas a UFSM; prédio de R$ 28 mi na UFPE

Ofício à PF e à AGU lista a UFSM entre as instituições com ameaças; teor do caso e situação de UFRGS, UFPel, FURG e UFCSPA não foram confirmados.

Redação Bairrista · 11 de outubro de 2026 às 15:33 · 3 min de leitura

Ilustração: prédio de universidade federal com símbolo de alerta, sobre ameaças e incêndios em campi
Imagem: Bairrista/IA

O Ministério da Educação (MEC) acionou a Polícia Federal (PF) depois de três incêndios na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e de ameaças a universidades federais. O ministro Leonardo Barchini anunciou, nesta quinta (8), um prédio de cerca de R$ 28 milhões para abrigar os laboratórios destruídos no Recife.

No ofício enviado à PF e à Advocacia-Geral da União (AGU), o MEC inclui a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) entre as instituições com casos de ameaças registrados, ao lado de UFF, UFPE, UnB, UFAL, UFOP, UFPA e outras. Até a publicação, não havia confirmação do teor da ameaça à UFSM nem de que UFRGS, UFPel, FURG e UFCSPA tenham sido alvo ou reforçado a segurança. O Bairrista procurou as assessorias dessas instituições e vai atualizar a matéria quando houver resposta.

Três incêndios em oito dias, e a causa segue sem definição

A UFPE registrou três incêndios em oito dias, em 30 de setembro, 4 e 7 de outubro, em prédios do campus da Cidade Universitária. Ninguém ficou ferido.

A causa não está definida. Para o primeiro caso, a universidade citou como hipótese inicial um acidente em um forno mufla, sem conclusão definitiva. O reitor Alfredo Gomes disse que a UFPE aguarda a perícia sobre o incêndio mais recente. A PF já instaurou inquérito para apurar as circunstâncias e as causas.

Não há confirmação de crime nem de ligação entre os incêndios. A PF disse que vai investigar a relação entre o incêndio e as mensagens com ameaças que circularam. A autenticidade dessas mensagens e a relação delas com o fogo também não foram confirmadas.

MEC aciona a PF e a AGU; PF indicia dois por ameaças à UFF

Barchini disse à Agência Brasil que o MEC vai acionar a Diretoria de Combate a Crimes Cibernéticos da PF, que atua com o ministério em casos de ameaça à rede escolar e a universidades. Em ofícios, o ministério também pediu à PF que investigue as ameaças e acionou a AGU para adotar as medidas jurídicas cabíveis. A PF não detalhou publicamente o escopo dessa frente cibernética.

Na UFF, em Niterói, a universidade informou que recebeu denúncias e encaminhou à PF o material com ameaças à comunidade acadêmica e ao patrimônio. Também comunicou o caso à Prefeitura de Niterói e às polícias Militar e Civil. Mobilizou ainda sua Superintendência de Operações e Manutenção para reforçar a segurança dos campi.

As mensagens começaram a circular depois de atos de estudantes nos dias 5 e 6 de outubro, após o primeiro turno da eleição presidencial. Na sexta (9), a PF indiciou dois suspeitos pelas ameaças à UFF.

Obra começa após a investigação; bolsas serão mantidas

O novo prédio seguirá o projeto executivo do campus de Sertânia, terá cerca de 7 mil m², mais que o dobro do edifício incendiado, e custará R$ 28 milhões. A obra começa quando a investigação terminar, o que Barchini estimou em 30 dias. Os equipamentos destruídos serão recomprados; segundo o ministro, o levantamento inicial indica investimento na ordem de R$ 100 milhões.

Segundo o reitor, cerca de 200 dissertações e teses estavam em andamento nos laboratórios afetados. As bolsas de mestrado, doutorado e pós-doutorado serão mantidas, e os estudantes poderão ser encaminhados a outras universidades. O ministro também anunciou a prorrogação de prazos para bolsistas e um programa especial de doutorado-sanduíche no exterior, mas as regras ainda não foram publicadas.

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