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Marcha universitária em Buenos Aires termina em confronto e com 31 detidos

Protesto pediu que o governo Milei cumpra a lei de financiamento das universidades; oito agentes de segurança ficaram feridos.

Redação Bairrista · 15 de outubro de 2026 às 21:27 · 2 min de leitura

Marcha Federal Universitária reúne manifestantes em Buenos Aires, na Argentina
Foto: Divulgação/www.0264noticias.com.ar

A quinta Marcha Federal Universitária terminou em confronto entre manifestantes e forças de segurança nesta quinta (15), em Buenos Aires. Ao fim do dia, 31 pessoas estavam detidas na capital argentina: seis perto do Congresso e 25 nas principais estações de trem.

O ato reuniu estudantes, professores e sindicatos para exigir que o presidente Javier Milei aplique a Lei de Financiamento Universitário. A lei prevê a atualização dos salários dos docentes pela inflação desde dezembro de 2023 e a recomposição das bolsas estudantis.

Pedras, gás e jatos d'água

Os incidentes começaram pouco antes das 16h. Um grupo de encapuzados passou a atirar pedras e outros objetos. As forças federais responderam com balas de borracha, gás lacrimogêneo e um caminhão com canhão de água, no cruzamento das avenidas Rivadavia e Entre Ríos.

Oito integrantes das forças de segurança ficaram feridos: quatro da Gendarmería Nacional, dois da Polícia Federal e dois da Prefectura Naval. Segundo a Polícia da Cidade, entre os seis detidos perto do Congresso há dois adolescentes. Todos respondem por atentado e resistência à autoridade.

A ministra da Segurança da Argentina, Alejandra Monteoliva, reagiu em publicação no X. "Os mesmos violentos de sempre", escreveu. O deputado Germán Martínez, líder da bancada do PJ, saiu à rua durante os incidentes.

Lei aprovada, mas suspensa

O Congresso aprovou a lei em agosto de 2025, e Milei a vetou um mês depois. O Parlamento derrubou o veto em outubro do ano passado. O decreto do Executivo, porém, deixou a lei suspensa até que o Congresso defina as fontes de financiamento.

A Suprema Corte manteve em vigor, em 25 de junho de 2026, a decisão que obriga o governo a cumprir a lei. No início de outubro, o juiz federal Martín Cormick declarou inconstitucional o decreto 759/2025, que suspendia a aplicação da norma.

No documento lido diante do Congresso, a comunidade universitária exigiu o cumprimento da lei. Também criticou o Orçamento de 2027.

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