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Mais Leite Saudável pode acabar em 1º de janeiro e preocupa setor lácteo do RS

A Comissão de Agricultura da Assembleia debateu na quinta (5) como manter o incentivo, ligado a créditos de PIS e Cofins que a reforma tributária extingue.

Redação Bairrista · Repórter de Economia · · 2 min de leitura

Arte: Tanque de leite em uma propriedade rural gaúcha, com vacas leiteiras ao fundo em um pasto verde
Arte: Bairrista

O Programa Mais Leite Saudável pode acabar em 1º de janeiro de 2027, com a reforma tributária, e o setor lácteo gaúcho busca uma saída. A Comissão de Agricultura, Pecuária, Pesca e Cooperativismo da Assembleia Legislativa, presidida pelo deputado Zé Nunes, debateu nesta quinta (5) como manter o programa diante da reforma tributária. O setor lácteo quer articulação urgente para garantir a continuidade.

Para quem produz leite no RS, o que está em jogo é o apoio técnico e os investimentos que laticínios e cooperativas financiam por meio do programa. Sem ele, perde força um dos poucos instrumentos federais voltados diretamente à cadeia do leite. Nenhum ato oficial encerra o programa até agora; o risco vem da mudança nos tributos.

Como o programa funciona e por que está ameaçado

Instituído em 2015 pelo Decreto nº 8.533, o Mais Leite Saudável busca estimular investimentos na melhoria da qualidade do leite e no aumento da produtividade das propriedades rurais. Laticínios, agroindústrias e cooperativas habilitados têm acesso a até 50% dos créditos presumidos de PIS/Pasep e Cofins gerados pela compra de leite in natura usado como insumo.

O problema é a base do programa. Com a reforma tributária, o PIS e a Cofins serão substituídos pela Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS). As alíquotas que serão extintas compõem a base de cálculo das contrapartidas para liberação de recursos de fomento ao setor. Alexandre Guerra, primeiro vice-presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat), defende que os critérios tributários sejam restabelecidos para manter o programa.

O que dizem MAPA e Conseleite

Na audiência, Roberto Francisco Lucena, auditor fiscal federal agropecuário e chefe da Divisão de Desenvolvimento Rural da Superintendência Federal de Agricultura e Pecuária no RS, falou pelo Ministério da Agricultura e Pecuária e defendeu a continuidade e o aperfeiçoamento do programa.

O vice-coordenador do Conseleite, Darlan Palharini, também demonstrou preocupação. Na avaliação dele, o fim da iniciativa pode favorecer o crescimento das importações de lácteos.

Os dados divulgados até agora não detalham quantos produtores ou municípios da Região Central e de Santa Maria participam do programa. Também não há estimativa oficial de perda financeira para cooperativas e laticínios da região.

O prazo que mobiliza o setor é 1º de janeiro de 2027, quando a CBS começa a substituir o PIS e a Cofins.

Perguntas frequentes

O que muda para o produtor de leite?

O programa pode acabar em 1º de janeiro de 2027, quando a CBS substitui o PIS e a Cofins, e perde-se um instrumento federal de apoio à cadeia do leite.

Quando o programa pode acabar?

O prazo que mobiliza o setor é 1º de janeiro de 2027, quando a CBS começa a substituir o PIS e a Cofins. Nenhum ato oficial encerrou o programa até agora.

Como o programa funciona?

Laticínios, agroindústrias e cooperativas habilitados têm acesso a até 50% dos créditos presumidos de PIS/Pasep e Cofins gerados pela compra de leite in natura.

Quem defende a continuidade?

O MAPA, por meio de Roberto Francisco Lucena, defendeu a continuidade e o aperfeiçoamento do programa, e o Sindilat pede o restabelecimento dos critérios tributários.

Saber mais: fontes consultadas (4)

Produzida e checada pela redação do Bairrista. Viu um erro? Fala com a redação.

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