🔍
Urgente MPRS faz 10 buscas e sequestra 11 veículos de luxo de grupo ligado a facção em sete cidades
Quinta-feira, 22 de outubro de 2026 · Edição para POADólar R$ 5,04 ▼ 1,06%Euro R$ 5,65 ▼ 1,02%Ibov 203,5 mil ▼ 0,42%Nasdaq 26,1 mil ▼ 2,30%25°C ⛅
Agro
GeralMundo

Macron acusa extrema esquerda de querer derrubar a República e limita atos de sábado

Prefeituras e prefeituras de polícia já proíbem protestos em Lyon, Toulon, Rouen e Grenoble, enquanto a França soma mais de 2.500 detidos desde o dia 17.

Redação Bairrista · Repórter de Geral · · 3 min de leitura

Policiais de choque franceses caminham em uma rua de Paris.
Foto: Kristoffer Trolle from Copenhagen, Denmark / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

O presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou nesta quinta-feira (22) que grupos de extrema esquerda cometeram "atos políticos e sediciosos" com o objetivo de "derrubar a República" durante os distúrbios do sábado passado (17). Ele falou depois de reunião no Palácio do Eliseu com chefes dos serviços de inteligência e ministros. Só manifestações de sindicatos poderão ocorrer, com trajetos alternativos para proteger o comércio.

A França endurece o controle das ruas a dois dias de novos atos, depois de um dos piores episódios de violência urbana do país em anos. Não há, até aqui, efeito direto sobre o Rio Grande do Sul.

Proibição vale "sempre que possível"

Macron disse que os atos convocados por quem não é sindicato serão proibidos, sempre que possível. Os prefeitos de polícia (prefets), que representam o Estado nas regiões, é que decidem caso a caso. Em Lyon, a prefeitura do Ródano proibiu por decreto qualquer manifestação na cidade neste sábado. Anúncios parecidos foram feitos em Toulon, no centro de Rouen e em Grenoble.

Em Paris, as autoridades liberaram uma marcha sindical, mas rejeitaram o trajeto que os sindicatos pediam. Macron também convocou para sexta-feira (23) um conselho de defesa, onde serão tomadas novas decisões. O governo diz que vai colocar soldados nas ruas.

Balanço: 3.000 comércios atingidos e mais de 2.500 detidos

Os protestos de 17 de outubro, contra o custo de vida e as condições das escolas, reuniram mais de meio milhão de pessoas, segundo o Ministério do Interior. A violência veio nas margens dos atos. As autoridades estimam que ao menos 3.000 estabelecimentos foram danificados ou saqueados. Em Limoges, a prefeitura foi destruída por incêndio.

Segundo o Ministério do Interior, quase 1.000 policiais e bombeiros ficaram feridos. Já mais de 2.500 pessoas foram presas, de acordo com autoridades francesas. A rede Fnac Darty informou que cerca de 12 lojas foram afetadas. O primeiro-ministro, Sébastien Lecornu, afirmou que ninguém morreu, "um milagre".

Toques de recolher e falha de planejamento

Os toques de recolher começaram na segunda-feira (19). Entraram em vigor à noite em Paris, Bordeaux, Nice e Lyon. Em Lille e outras cidades do norte, menores de 18 anos ficaram proibidos de circular das 20h às 6h pelos dois dias seguintes. Na quarta (21), a polícia parisiense anunciou nova restrição em áreas da capital.

O ministro do Interior, Laurent Nuñez, admitiu que a polícia "perdeu o controle". Ele ofereceu a demissão, mas Macron recusou, citando a necessidade de comando contínuo das forças de segurança. Os serviços de inteligência são criticados por subestimar a escala dos protestos.

Oposição reage e eleição se aproxima

O governo acusa partidos de extrema esquerda, entre eles a França Insubmissa (LFI), de alimentar a revolta. Parte da oposição vê nas proibições violação do direito de protestar. A crise ocorre antes da eleição presidencial de 2027, da qual Macron não pode participar. A líder de extrema direita Marine Le Pen ganha popularidade em meio à onda de distúrbios.

O movimento dos coletes amarelos convocou novos atos para este sábado (24). A França vai testar, no fim de semana, se a proibição e o reforço militar evitam a repetição dos saques. O conselho de defesa de sexta (23) deve decidir novas medidas.

📱 As principais do dia, do teu jeito

Escolhe os assuntos e a região. Chega no WhatsApp, no e-mail ou nos dois. Sai quando quiser.

Sem spam e de graça, como tem que ser 🧉 · privacidade

Saber mais

Produzida e checada pela redação do Bairrista. Viu um erro? Fala com a redação.

Leia também