Lobista diz que Lulinha se reunia com ministros e quer delatar; Lula nega contato
Roberta Luchsinger, investigada em três inquéritos no STF, afirma à CNN Brasil que sofre ameaças de morte desde que Lula a chamou de "pilantra".
Redação Bairrista · 17 de outubro de 2026 às 22:54 · 2 min de leitura

A empresária e lobista Roberta Luchsinger afirmou, em entrevista à CNN Brasil neste sábado (17), que viu Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, com ministros "inúmeras vezes". Ela disse querer firmar um acordo de delação premiada que, segundo ela, não poupará o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nem o filho dele. Lula negou, em nota, qualquer contato com ela.
O caso chega a uma semana do segundo turno, em 25 de outubro. A fala de Roberta contradiz o que Lula disse ao podcast Flow em 1º de outubro: "Eu duvido que meu filho tenha feito lobby com qualquer ministro meu".
O que ela afirma sobre os ministros
Roberta disse que Lulinha "sentava semanalmente" com ministros, para "trocar figurinhas" ou outro tipo de conversa. Não detalhou datas nem assuntos. "Inclusive, viajou para a casa do ministro Camilo [Santana] no Ceará", afirmou. A assessoria de Santana negou que ele tenha tratado de governo ou negócios com Lulinha e disse que ele não tem relação com a lobista.
Perguntada se presenciou conversas sobre a venda de canabidiol ao Ministério da Saúde, tema de um dos inquéritos, Roberta respondeu que, na presença dela, não.
Em outro trecho, a lobista disse que ministros a procuravam para pedir ajuda a conseguir agenda com o presidente ou prioridade em algum projeto.
Ela citou os ministros da Educação, Leonardo Barchini, e das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho.
Lula nega e Roberta fala em ameaças
Em nota enviada à CNN, Lula disse que desconhece os fatos relatados por Roberta e que jamais manteve interlocução com ela.
A nota afirma que não existe contrato do governo federal com a lobista. A defesa de Lulinha, nas investigações, nega irregularidades na atuação dele.
Roberta afirmou que recebe ameaças de morte desde que Lula a chamou de "pilantra" na TV, em agosto. Disse que as duas filhas também são alvo de ameaças e de bullying. "Eu não sou pilantra", declarou.
Sobre a delação, ela falou em esperar o aval da Justiça. "No momento que a Justiça julgar que é o momento adequado, porque existe uma trâmite legal para isso, eu estarei lá, pronta para colaborar."
Três inquéritos no STF
A PF investiga Lulinha em três inquéritos, autorizados pelo STF a partir do fim de julho. O ministro André Mendonça relata dois deles, e o ministro Flávio Dino, o terceiro.
Roberta teve o celular apreendido pela PF. Relatórios da corporação indicam que ela teria trabalhado para o "Careca do INSS". O STF não divulgou prazos para a conclusão dos inquéritos.
Saber mais
- CNN Brasil – Luchsinger diz que quer fazer delação e não vai poupar Lula nem Lulinha
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