Kassio diz não lembrar de diálogo com Vorcaro após reportagem sobre festa em tríplex
Presidente do TSE chama menções da PF a seu nome de "colcha de retalhos" e nega ter pedido algo ao ex-banqueiro, citado em festa com garotas de programa em 2025.
Redação Bairrista · Repórter de Política · · 2 min de leitura

O ministro Kassio Nunes Marques afirmou a dois dias do segundo turno que não se recorda de nenhum diálogo com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. Ele chamou de "recortes e retalhos" de terceiros as menções a seu nome encontradas pela Polícia Federal no celular do banqueiro. A reportagem da revista Piauí sobre uma festa com garotas de programa no tríplex de Vorcaro, em São Paulo, saiu em 15 de outubro.
Nunes Marques preside o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que conduz neste domingo (25) o segundo turno da eleição presidencial, também para os eleitores gaúchos. Ele é relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF), e a defesa de sua imparcialidade passou a ser tema central nos bastidores do tribunal.
Nunes Marques disse enxergar uma articulação para afastá-lo do caso e afirmou que a "colcha de retalhos" terá um momento certo para ser analisada. Sobre a declaração de impedimento em acusações que envolvem o ministro Alexandre de Moraes nos desdobramentos do caso, ele indicou que só reavaliará a posição depois do fim das obrigações do pleito.
O que a Piauí relatou
A revista publicou a reportagem na quinta-feira (15), com base em 125 mensagens trocadas entre 26 de fevereiro e 7 de março de 2025. As conversas estavam no celular de Vorcaro, preso desde março por causa das investigações sobre o Master.
Segundo os dados, a festa ocorreu em 28 de fevereiro de 2025, no apartamento triplex do banqueiro no Itaim Bibi, bairro nobre da zona sul paulistana. A Piauí informa que as compras para o evento custaram R$ 21.121,90 e incluíram carnes, cinco latas de caviar e trufas. Ao todo, foram gastos cerca de R$ 27 mil. As mensagens não deixam claro se o dono do Banco Master participou do evento.
Esse é o conteúdo da reportagem, baseado em mensagens. Não houve confirmação independente de todos os detalhes.
O que o ministro respondeu
Em nota, Nunes Marques afirmou que nunca autorizou ninguém a falar em seu nome e que não pode ser responsabilizado por ações ou conversas de terceiros. Disse ainda que nunca votou a favor de Vorcaro, tendo votado pela manutenção da prisão do banqueiro, e negou ter trocado mensagens com ele ou pedido qualquer coisa a ele. O ministro classificou a reportagem como tentativa de fazer ilações e de fragilizar a condução da Justiça Eleitoral.
Nesta semana, Nunes Marques declarou que está "totalmente envolvido" com o calendário eleitoral e que só responderá sobre o pedido de afastamento do caso Master e sobre o impedimento envolvendo Moraes depois do segundo turno.
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