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Israel: presidente escolhe Gadi Eisenkot, rival de Netanyahu, para formar governo

Eisenkot terá 28 dias para reunir 61 dos 120 votos do Knesset, e Netanyahu segue como primeiro-ministro até um novo governo ser aprovado.

Redação Bairrista · Repórter de Política · · 2 min de leitura

Gadi Eisenkot, rival de Netanyahu, escolhido pelo presidente de Israel para tentar formar governo (em foto de arquivo).
Foto: Elad Malka / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

O presidente de Israel, Isaac Herzog, anunciou neste sábado (7) que dará a Gadi Eisenkot, presidente do partido centrista Yashar, o mandato para formar uma coalizão. Eisenkot é ex-chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel. A entrega oficial está marcada para domingo (8), na Residência Presidencial, em Jerusalém. A escolha passa por cima do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, do Likud.

A mudança ainda não é de governo. Netanyahu continua primeiro-ministro até que um novo governo ganhe a confiança do Knesset. O anúncio abre apenas uma fase de negociação entre os partidos.

Quadro: Israel: presidente escolhe Gadi Eisenkot, rival de Netanyahu, para formar governo
Ficha de serviço · Bairrista

Prazo de 28 dias, com extensão possível

Pela Lei Básica do Governo, o indicado tem 28 dias para formar governo, e o presidente pode conceder até 14 dias a mais. A cerimônia está marcada para as 17h, no horário local. Contados a partir de domingo, os 28 dias terminam em 6 de dezembro. Com a extensão, o limite iria a 20 de dezembro.

Eisenkot precisa de 61 cadeiras no Knesset. Ele também poderia governar com menos, se vencer uma votação de confiança no Parlamento.

Quem apoiou e quem ficou de fora

Segundo o gabinete de Herzog, nas consultas pós-eleição, bancadas que somam 67 deputados recomendaram Eisenkot. Outras, com 46 deputados, indicaram Netanyahu. Entre os apoios a Eisenkot estão os partidos árabes Ra'am e Lista Conjunta, embora a recomendação não os obrigue a entrar na coalizão.

Eisenkot descartou formar governo com os partidos árabes. Um parlamentar árabe, Tibi, avalia que ele caminha para um governo minoritário, com apoio externo desses partidos. O jornal Jerusalem Post informa que o Shas negou os relatos de que entraria numa coalizão liderada por Eisenkot, e que Netanyahu defendeu um governo de união.

O próprio Herzog afirmou que o resultado das consultas parece claro, mas que a formação do governo segue incerta por causa de vetos mútuos entre os blocos e dentro deles.

O que muda para a guerra

Eisenkot é ex-chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel. Ele integrou o gabinete de segurança do governo de emergência formado após os ataques de 7 de outubro de 2023. Depois do anúncio, afirmou que "é hora de formar um governo de emergência nacional". Ele não apresentou mudanças específicas para a guerra em Gaza ou para as relações com os Estados Unidos e o mundo árabe.

Se a tentativa falhar

Se Eisenkot não formar governo no prazo, Herzog indicará outro candidato. Se todas as tentativas fracassarem, o Knesset será dissolvido e haverá nova eleição. Netanyahu também pode receber nova chance.

Serviço: Eisenkot recebe o mandato neste domingo (8), às 17h no horário local, na Residência Presidencial, em Jerusalém. A partir daí, ele tem 28 dias para apresentar a coalizão ao Knesset.

Perguntas frequentes

Quem vai governar Israel agora?

Netanyahu segue como primeiro-ministro até que um novo governo ganhe a confiança do Knesset.

Qual o prazo para Eisenkot formar governo?

28 dias, prorrogáveis por mais 14; contados a partir de domingo (8), o primeiro limite vai a 6 de dezembro.

Quantos votos Eisenkot precisa?

61 dos 120 cadeiras do Knesset, ou menos se vencer uma votação de confiança.

O que acontece se a tentativa falhar?

Herzog indicará outro candidato; se todas fracassarem, o Knesset é dissolvido e haverá nova eleição.

Saber mais: fontes consultadas (5)

Produzida e checada pela redação do Bairrista. Viu um erro? Fala com a redação.

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