Irã diz que dois petroleiros bateram em minas em Ormuz durante negociações com EUA
A Guarda Revolucionária afirma que os dois petroleiros ficaram imobilizados; o estreito é rota de cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo.
Por que afeta o RS: Alta do petróleo decorrente de instabilidade em Ormuz tende a pressionar combustíveis no Brasil, incluindo o RS.
Redação Bairrista · Repórter de Economia · · 2 min de leitura

O Corpo de Guardas da Revolução Islâmica do Irã (IRGC) afirmou que dois petroleiros explodiram ao colidir com minas navais no Estreito de Ormuz. O comunicado saiu no fim do domingo (1º), segundo a agência Tasnim, ligada ao IRGC. Até a publicação desta matéria, os nomes, as bandeiras e a situação dos tripulantes não haviam sido divulgados.
Para quem abastece o carro no Rio Grande do Sul, o assunto importa pelo preço. Por Ormuz passa mais de 20% do petróleo comercializado no mundo. Uma alta do barril tende a pressionar os combustíveis no Brasil, incluindo o RS.

O que o IRGC diz
Segundo a Guarda Revolucionária, os navios tinham desligado os sistemas de navegação e identificação e tentavam cruzar o estreito por uma rota não autorizada, com apoio dos EUA. Depois da explosão, ficaram imobilizados no local. A força militar indicou que um deles era um superpetroleiro que sofreu forte explosão e estava em chamas.
A versão é iraniana e não houve confirmação independente do caso. Washington não comentou o episódio nas fontes consultadas.
Série de incidentes em três semanas
Nas últimas três semanas, o Irã registrou cerca de 30 incidentes com navios, ao menos 20 deles ligados a minas navais, e diz manter a passagem sob controle.
O caso lembra o de sexta-feira (30). Naquele dia, a Marinha da Guarda Revolucionária informou que três petroleiros pegaram fogo e explodiram ao tentar usar rotas não autorizadas. Um deles levava 2 milhões de barris de petróleo bruto e teria colidido com uma mina.
Em 10 de outubro, a Guarda também havia dito que um petroleiro explodiu e pegou fogo ao colidir com uma mina, segundo a mídia estatal iraniana.
Negociações seguem por Doha
Os novos casos ocorrem enquanto Irã e Estados Unidos mantêm negociações indiretas, por meio do Qatar, para pôr fim ao conflito. A pauta do encontro não foi detalhada nas fontes consultadas, e nenhum prazo para um acordo foi anunciado.
O preço do barril e as decisões da Petrobras sobre combustíveis passam a ser os próximos pontos de atenção para o consumidor brasileiro, caso o tráfego em Ormuz seja afetado.
Perguntas frequentes
O que aconteceu em Ormuz?
Segundo o IRGC, dois petroleiros explodiram ao colidir com minas navais no estreito; a versão iraniana não foi confirmada de forma independente.
Por que isso afeta o preço do combustível no RS?
Por Ormuz passa mais de 20% do petróleo comercializado no mundo, e uma alta do barril tende a pressionar os combustíveis no Brasil, incluindo o RS.
Há previsão de acordo entre Irã e EUA?
As negociações indiretas via Qatar seguem, mas nenhum prazo para acordo foi anunciado.
Saber mais: fontes consultadas (5)
Do interior do RS
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