Irã avisa que nova guerra com os EUA pode durar mais que a anterior
Teerã reage a Trump, que disse que ainda precisa "cuidar" de um ou dois alvos, e promete resposta sem limite geográfico, enquanto o Catar segue mediando.
Redação Bairrista · Repórter de Geral · · 2 min de leitura

O Irã alertou neste domingo (1º) que uma nova guerra com os Estados Unidos pode ser mais longa que a anterior. A reação veio depois de o presidente americano, Donald Trump, dizer no sábado (31) que ainda precisa "cuidar" de um ou dois alvos em território iraniano. O porta-voz do Exército, Mohammad Akraminia, afirmou, citado pela televisão estatal, que Trump não teria condições de ditar o momento nem as condições para o fim das hostilidades.
Para quem vive no Rio Grande do Sul, o efeito possível é indireto: o Estreito de Ormuz é rota central do petróleo, e qualquer escalada pesa na cotação internacional. Não há reajuste anunciado ligado a este episódio.
O que Trump disse
Trump afirmou que os EUA ainda têm de "tratar" de um ou dois alvos no Irã. Ele disse que as negociações "estavam indo bem" e que não havia pressa para agir, mas não descartou novos ataques, entre eles contra a montanha Kolang, suspeita de abrigar um complexo nuclear subterrâneo. Segundo a cobertura brasileira, ele disse ainda que resolveria a questão em "dez minutos".
A resposta de Teerã
O líder supremo, Mojtaba Khamenei, disse que qualquer nível de ameaça deve receber retaliação imediata, poderosa e sem limites geográficos. A declaração saiu após reunião dele com altos comandantes militares.
Akraminia escreveu na rede social X que, se Trump voltar a se lançar numa aventura regional, as chamas da guerra alcançarão uma zona geográfica bem mais ampla. O chanceler Abbas Araghchi também advertiu que as forças armadas iranianas responderão a quem atacar o povo do país.
Diplomacia segue em paralelo
As conversas mediadas pelo Catar continuam. O Irã elogiou a "mudança de tom" em carta enviada pelo vice-presidente americano, JD Vance. A proposta em discussão, já noticiada pelo Bairrista, prevê reabrir Ormuz em dois dias, se os EUA adotarem antes as medidas exigidas por Teerã.
A guerra no Oriente Médio começou em 28 de fevereiro, com ataques americanos e israelenses contra o Irã.
O que acompanhar
O próximo passo é a resposta dos EUA às condições iranianas para reabrir Ormuz: fim de sanções, redução das tropas americanas na região e liberação de fundos iranianos congelados.
Perguntas frequentes
O que Trump disse sobre o Irã?
Que os EUA ainda precisam "tratar" de um ou dois alvos no Irã, sem descartar novos ataques, inclusive contra a montanha Kolang.
Quando começou esta guerra?
Os ataques americanos e israelenses contra o Irã começaram em 28 de fevereiro.
Isso afeta o preço do combustível no RS?
Não há reajuste anunciado ligado a este episódio, mas qualquer escalada pesa na cotação internacional do petróleo, por causa do Estreito de Ormuz.
O que falta para reabrir o Estreito de Ormuz?
A proposta prevê reabrir Ormuz em dois dias, se os EUA adotarem antes as medidas exigidas por Teerã, como fim de sanções e redução de tropas na região.
Saber mais: fontes consultadas (5)
Do interior do RS
Grêmio x Atlético-MG não passa na Globo; semifinal está no SporTV, Premiere e Prime

Porto Alegre: Feira do Livro tem lançamentos e autógrafos neste domingo na Alfândega

Inter faz treino aberto no Beira-Rio e recebe o Coritiba na terça, às 21h30

Herval tem equipe de tosquia parada; RS projeta 8 milhões de kg de lã na safra
