IPC-S sobe 0,32% em outubro e acumula 4,14% em 12 meses; alimentação segue pressionando
A alta de 0,32% da FGV desacelera ante os 0,67% de setembro e fica abaixo das projeções, enquanto os 12 meses chegam a 4,14%.
Redação Bairrista · Repórter de Economia · · 2 min de leitura

O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) da Fundação Getulio Vargas (FGV) subiu 0,32% no encerramento de outubro de 2026. O dado foi divulgado nesta terça (3). Em 12 meses, o índice acumula alta de 4,14%.
O índice mede o custo de vida das famílias, inclusive as gaúchas, mas a FGV não divulgou recorte para o Rio Grande do Sul. Alimentação perdeu força, mas segue como o grupo de maior alta entre os que desaceleraram: de 1,08% na terceira quadrissemana para 0,85% no fechamento do mês. Habitação passou de alta de 0,16% para queda de 0,16% e foi a maior contribuição para o resultado.

Seis dos oito grupos desaceleram
O resultado de outubro ficou abaixo dos 0,46% da terceira quadrissemana e dos 0,67% de setembro. Também veio abaixo das expectativas da pesquisa Projeções Broadcast, que tinha piso de 0,35%, mediana de 0,42% e teto de 0,45%.

Seis dos oito grupos que compõem o IPC-S desaceleraram na passagem da terceira quadrissemana para o fechamento do mês:
- Alimentação: de 1,08% para 0,85%
- Saúde e Cuidados Pessoais: de 0,28% para 0,27%
- Transportes: de 0,34% para 0,19%
- Vestuário: de 0,28% para 0,13%
- Despesas Diversas: de -0,02% para -0,03%
- Habitação: de 0,16% para -0,16%
Dois grupos aceleraram: Educação, Leitura e Recreação, de 0,90% para 1,05%, e Comunicação, de 0,02% para 0,03%.
O que pesou para baixo
A tarifa de eletricidade residencial passou de queda de 1,69% para queda de 2,41%. Entre os alimentos, leite longa vida, manga e banana-prata também ficaram entre as influências de baixa.
A desaceleração não significa que os preços recuaram: o índice segue positivo e acumula 4,14% em 12 meses.
O IPC-S é calculado pela FGV e acompanha os preços de produtos e serviços consumidos pelas famílias. Por ter divulgação semanal, permite ver mudanças no custo de vida em intervalos menores que os índices mensais.
Perguntas frequentes
O IPC-S desacelerou em outubro?
Sim. A alta foi de 0,32%, ante 0,67% em setembro e 0,46% na terceira quadrissemana de outubro.
Por que a inflação de alimentos ainda pesa?
Alimentação subiu 0,85% no fechamento do mês, ainda como o grupo de maior alta entre os que desaceleraram.
Os preços caíram em outubro?
Não. O índice segue positivo e acumula 4,14% em 12 meses; houve apenas desaceleração.
O IPC-S tem recorte para o Rio Grande do Sul?
Não. A FGV não divulgou recorte para o Rio Grande do Sul no levantamento desta semana.
Saber mais: fontes consultadas (2)
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