Indústria e governo do RS pedem ferrovia integrada antes da nova concessão da Malha Sul
Na Mercopar, em Caxias do Sul, o secretário estadual de Logística apresentou o Corredor Rio Grande Estruturante, com potencial de 7,2 milhões de toneladas contra 3,9 milhões da proposta federal.
Redação Bairrista · Repórter de Economia · · 2 min de leitura

O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) promoveu, nesta quinta (22), às 10h, no Espaço Conhecimento da 35ª Mercopar, em Caxias do Sul, o painel "O Futuro nos Trilhos", sobre a futura concessão da Malha Sul.
Para a Serra, o debate toca no custo do frete e na competitividade do polo metalmecânico.
O secretário estadual de Logística e Transportes, Clóvis Magalhães, participou do painel e apresentou a posição do governo do Estado.
Segundo Magalhães, o potencial nominal de transporte interestadual do corredor chega a 7,2 milhões de toneladas, ante 3,9 milhões na proposta federal discutida no painel. A estimativa usa como referência os volumes de 2011, ano de pico da movimentação ferroviária na série de 2006 a 2025.
Frete pesa na competitividade da indústria
Marcelo Dondé, do MobiCaxias, grupo de mobilização regional que apoiou o painel, disse que a nova concessão será decisiva para o polo metalmecânico da Serra. Ele defendeu um modelo que combine rodovia e ferrovia e citou a mobilização em torno do Terminal Rodoferroviário de Vacaria.
Contrato vence em 2027 e ANTT já abriu audiência
O contrato vigente, operado pela Rumo Malha Sul S.A., encerra-se em 2027. A ANTT estruturou a nova concessão em três corredores (Paraná-Santa Catarina, Rio Grande e Mercosul), que somam 4.248,45 quilômetros de malha. Os três serão licitados juntos, em um único certame com três lotes. O modelo prevê que o corredor Paraná-Santa Catarina repasse R$ 1,47 bilhão ao Rio Grande e R$ 3,46 bilhões ao Mercosul.
A agência abriu em junho a Audiência Pública nº 11/2026 para colher contribuições às minutas de edital e contrato. Essa etapa antecede a publicação do edital e o leilão.
O diretor de Planejamento do BRDE, Leonardo Busatto, afirmou que o cronograma permite reunir propostas regionais antes do novo edital federal, previsto para o fim de 2027. Ele defendeu a mobilização de lideranças políticas e empresariais para que as demandas do setor produtivo entrem na modelagem.
Estudos do BRDE terminam em meados de 2027
O BRDE informou que um consórcio contratado já trabalha em estudos sobre as necessidades ferroviárias da Região Sul. O primeiro diagnóstico deve ser apresentado ainda em 2026, e a conclusão dos trabalhos está prevista para meados de 2027.
O governo estadual não detalhou, no painel, custos nem fonte de recursos das quatro fases do corredor.
Perguntas frequentes
Quando vence o contrato atual da Malha Sul?
O contrato operado pela Rumo Malha Sul S.A. encerra-se em 2027.
Quantos quilômetros tem a nova concessão da Malha Sul?
A ANTT estruturou a concessão em três corredores, que somam 4.248,45 quilômetros de malha.
Quando termina o estudo ferroviário do BRDE?
O primeiro diagnóstico deve sair em 2026 e a conclusão está prevista para meados de 2027.
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