🔍
Sexta-feira, 16 de outubro de 2026 · Edição para POAIbov 205,4 mil ▼ 0,38%16°C ☀
Alerta laranja Inmet: Ventos Costeiros · 115 municípios do RS · Defesa Civil 199
Agro
Bento Gonçalves serve 16 vinhos da Safra 2026 na 34ª Avaliação Nacional neste sábado

IGP passa de 500 ligações entre armas de crimes e lidera o país em inserções

Perícia gaúcha também é a primeira em correlações no Sinab; a mesma arma pode aparecer em crimes de cidades e estados diferentes.

Redação Bairrista · 16 de outubro de 2026 às 22:49 · 2 min de leitura

Divulgação do Governo do RS: trabalho da Divisão de Balística Forense do IGP na análise de armas de fogo
Foto: Divulgação/Governo do RS

O Instituto-Geral de Perícias (IGP) do Rio Grande do Sul passou de 500 ligações confirmadas entre vestígios de armas de fogo usadas em crimes no Sistema Nacional de Análise Balística (Sinab).

Quadro: IGP passa de 500 ligações entre armas de crimes e lidera o país em inserções
Entenda em um quadro · Bairrista

O resultado foi divulgado nesta quinta (15) e é da Divisão de Balística Forense.

Na prática, cada ligação mostra que a mesma arma foi usada em ocorrências diferentes. A conexão vale mesmo quando os crimes aconteceram em municípios ou estados distintos.

Em casos sem suspeito definido, o vínculo pode redefinir o rumo da investigação: indica que crimes distintos foram cometidos com a mesma arma ou identifica a arma de um deles.

O chefe da Divisão de Balística Forense, perito Jonathan Tobias Ramos, afirmou que “cada correspondência confirmada pode representar uma nova conexão entre fatos investigados”.

Da primeira ligação às 500

O sistema entrou em operação no IGP em julho de 2022. Naquele primeiro ano, foram quatro ligações; em 2023, 52; em 2024, 93; e em 2025, 159.

Em janeiro de 2026, o acumulado era de 308 correspondências, envolvendo 235 armas.

Nos meses seguintes, o trabalho pericial identificou quase 200 novas conexões, o que levou o Estado além de 500.

Liderança nacional em dois critérios

O IGP gaúcho ocupa o primeiro lugar em dois dos três critérios avaliados pelo Sinab: número de inserções e de correlações balísticas. Desde janeiro de 2022, o instituto soma mais de 17,1 mil inserções e 35,6 mil correlações visualizadas. Em meados de 2025, eram 11.361 inserções e 20.501 correlações. Isso representa alta de cerca de 51% e 74%, respectivamente.

O Sinab é coordenado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. Quando projéteis e estojos de locais de crime ou de armas apreendidas são inseridos, o sistema aponta correspondências, os chamados hits. Essas ligações podem revelar padrões de criminalidade e a circulação de armas entre os Estados.

Como o hit é validado

O sistema aponta a correspondência, mas a confirmação é pericial. Pelo manual de procedimentos do Sinab, a ligação só é confirmada com o confronto das peças físicas em microscópio óptico comparador. Segundo Ramos, os resultados passam por validação pericial antes de virar evidência para a investigação.

Há casos que já cruzaram a divisa. Em balanço anterior, o governo gaúcho informou que dois hits ultrapassaram as divisas estaduais, ligando armas apreendidas no Rio Grande do Sul a homicídios cometidos no Paraná.

A informação chega à polícia mesmo sem pedido formal. O IGP emite laudo de coincidência de perfil balístico, que é enviado à delegacia responsável pela investigação.

📱 As principais do dia, do teu jeito

Escolhe os assuntos e a região. Chega no WhatsApp, no e-mail ou nos dois. Sai quando quiser.

Sem spam e de graça, como tem que ser 🧉 · privacidade

Saber mais

Produzida e checada pela redação do Bairrista. Viu um erro? Fala com a redação.

Leia também