Grêmio pede ao STF período de transição para contratos de patrocínio com bets
Vice-presidente do Conselho de Administração falou na audiência pública da ADI 8027, relatada pelo ministro Luiz Fux, e defendeu manter a proibição dos cassinos online.
Redação Bairrista · Mesa de Esportes · · 2 min de leitura

O Grêmio pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta terça (3), um período de transição para que os clubes se adaptem à proibição das bets. O clube defende que os contratos de patrocínio já firmados com casas de apostas sejam tratados em regra própria. O pedido foi feito em Brasília, na audiência pública sobre a medida provisória que vetou as apostas de cota fixa no país.
A audiência foi convocada pelo ministro Luiz Fux, relator da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 8027. A ação foi proposta pela Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL), que pede que o STF declare a MP 1.394/2026 inconstitucional e a Lei das Bets válida.
O que o clube pediu
O representante do Grêmio foi Eduardo Schumacher, vice-presidente do Conselho de Administração. Ele defendeu manter as restrições aos cassinos online, com período de transição para os contratos de patrocínio esportivo. Como saída, o clube propôs preservar a aposta esportiva com regulação rigorosa, restrições severas de publicidade e proteção a crianças e adolescentes, além do prazo de transição.
Schumacher afirmou que o futebol não pretende se sobrepor às questões de saúde pública. Ele alertou que a mudança imediata pode prejudicar clubes que incluíram receitas das bets no planejamento financeiro.
O contrato do Grêmio com a Pitaco
O Grêmio anunciou a Pitaco como patrocinadora master em 23 de setembro. O contrato dura três anos e prevê pagamento de cerca de R$ 140 milhões, segundo o ge. O contrato com a Pitaco está suspenso desde a publicação da medida provisória. O clube estava sem patrocinador master desde dezembro de 2025, quando rescindiu com a Alfa Bet por falta de pagamento.
Só o Grêmio entre os gaúchos convidados
O STF convidou 11 clubes para a audiência: Flamengo, Fluminense, Botafogo, Cruzeiro, São Paulo, Corinthians, Ponte Preta, Vitória, Guarani, Portuguesa e Grêmio. O Grêmio foi o único clube do Rio Grande do Sul da lista. Inter, Juventude e Caxias não constam entre os convidados.
Decisão ainda não tem data
A audiência não é o julgamento. A Corte ainda vai examinar a constitucionalidade da proibição. A audiência reuniu argumentos para subsidiar essa decisão. O STF não divulgou data para o julgamento.
Foi a segunda audiência pública sobre o tema. A primeira foi em novembro de 2024. Como a proibição veio por medida provisória, o texto também precisa ser analisado pelo Congresso em até 120 dias.
Serviço: a audiência foi realizada na sala de sessões da Segunda Turma do STF, com transmissão ao vivo pela Rádio e TV Justiça e pelo canal do STF no YouTube. O andamento da ADI 8027 pode ser acompanhado na consulta processual do site do Supremo.
Perguntas frequentes
O que o Grêmio pediu ao STF?
Um período de transição para que os clubes se adaptem à proibição das bets e regra própria para os contratos de patrocínio já firmados.
O contrato com a Pitaco continua valendo?
O contrato com a Pitaco está suspenso desde a publicação da medida provisória.
Quando o STF deve julgar a ADI 8027?
O STF não divulgou data para o julgamento da ação.
Quanto vale o contrato do Grêmio com a Pitaco?
Segundo o ge, o contrato dura três anos e prevê pagamento de cerca de R$ 140 milhões.
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