FMI projeta queda de 1,3% na economia do Oriente Médio em 2026 e rebote de 6,6% em 2027
Para o Fundo, guerra prolongada e novas interrupções em energia, rotas marítimas e infraestrutura são os maiores riscos para a região.
Redação Bairrista · 15 de outubro de 2026 às 04:05 · 2 min de leitura

O Fundo Monetário Internacional (FMI) projeta que a economia do Oriente Médio, Norte da África e Paquistão encolha 1,3% em 2026. O crescimento da região foi de 3,3% em 2025, e a previsão é de rebote de 6,6% em 2027. Os números foram apresentados nesta quinta (15), durante as reuniões anuais do FMI e do Banco Mundial, em Bangkok.
O diretor do Departamento do Oriente Médio e Ásia Central do FMI, Jihad Azour, disse a jornalistas que a guerra prolongada e novas interrupções na produção de energia, nas rotas marítimas ou na infraestrutura crítica são o maior risco para as economias da região. Segundo ele, a recuperação de 2027 depende de quão rápido a produção e o comércio de energia voltarão ao normal.
O que muda para o RS
A região concentra boa parte do petróleo que abastece o mundo, e o preço do barril no mercado internacional chega às bombas e ao frete no Brasil. A diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, afirmou em março que cerca de um quinto do petróleo mundial e do comércio de gás natural liquefeito passa pelo Estreito de Ormuz. O estreito foi fechado pelo Irã após os ataques de EUA e Israel, segundo a agência que relatou a coletiva de Azour.
O FMI não estimou efeitos específicos para o Brasil nem para o Rio Grande do Sul nesta projeção regional. O Fundo já alertou, em outra avaliação, que países de renda mais baixa e economias importadoras de energia seguem vulneráveis a choques de oferta e à alta de combustíveis e outros itens essenciais.
Países de petróleo sentem mais
Os exportadores de petróleo diretamente atingidos pelo conflito devem sofrer contração significativa em 2026 e se recuperar com força em 2027. Mesmo assim, a produção deve ficar abaixo do que se previa antes da guerra. O Fundo espera que as economias importadoras de petróleo da região enfrentem o choque de forma comparativamente mais resiliente.
Dois dias antes, no relatório Perspectiva da Economia Mundial, o FMI projetou para o grupo Oriente Médio e Norte da África um recuo menor, de 0,3% em 2026, com alta de 6,3% em 2027. Segundo o Fundo, o fechamento prolongado do Estreito de Ormuz pesa sobre os produtores de energia do Golfo. A diferença entre os números vem do recorte geográfico: a projeção de 1,3% inclui também o Paquistão.
Serviço
- Divulgação: nesta quinta (15), nas reuniões anuais do FMI e do Banco Mundial, em Bangkok
- Região: Oriente Médio, Norte da África e Paquistão
- Projeções: 2025, alta de 3,3%; 2026, queda de 1,3%; 2027, alta de 6,6%
Saber mais
- Modern Diplomacy (relato da coletiva do FMI em Bangkok)
- Mezha (relato da coletiva do FMI em Bangkok)
- Kaohoon International (projeções do FMI para MENAP)
- Salaam Gateway (Perspectiva da Economia Mundial, MENA)
- Shia Waves (Perspectiva da Economia Mundial, riscos para importadores de energia)
- AllAfrica (fala de Kristalina Georgieva sobre Ormuz)
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