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Feminicídios deixam 101 filhos órfãos no RS em 2026; MPRS contabiliza 63 casos até 21/10

Dos 105 filhos identificados, quatro ficaram fora da conta: três apontados como autores dos crimes e uma filha que desapareceu junto com a mãe.

Redação Bairrista · Repórter de Polícia · · 2 min de leitura

Entrevista à imprensa em sala institucional, com microfones de veículos de comunicação.
Foto: Divulgação/Mprs

O Rio Grande do Sul registrou 63 feminicídios entre 1º de janeiro e 21 de outubro de 2026, e os crimes deixaram 101 filhos órfãos, segundo levantamento do Ministério Público do RS (MPRS). Do total de órfãos, 63 têm menos de 18 anos e 38 são maiores de idade.

Quadro: Feminicídios deixam 101 filhos órfãos no RS em 2026; MPRS contabiliza 63 casos até 21/10
Em números · Bairrista

Por trás dos números, estão crianças e adolescentes que perderam a mãe e passam a depender de familiares, da rede de proteção e da Justiça. A mesma conta mostra que a orfandade cresceu ao longo do ano: em abril, o MPRS apontava ao menos 47 órfãos até o 24º caso de 2026.

Por que 105 viram 101

O MPRS identificou 105 filhos das vítimas: 63 menores de idade e 42 adultos. Quatro filhos ficaram fora da contagem de órfãos.

Em três casos, os filhos são apontados como autores dos feminicídios e, por isso, não entram no total de órfãos. Na quarta ocorrência, uma filha maior de idade ficou de fora porque desapareceu junto com a mãe. O caso segue em investigação.

Como os 63 menores aparecem inteiros nos dois totais, as quatro exclusões recaem sobre os adultos: 42 identificados, 38 contabilizados.

Brigada salvou 168 mulheres; MPRS acolhe órfãos

A Brigada Militar contabilizava 61 feminicídios em 2026 até 9 de outubro. A corporação relatou 168 mulheres salvas de tentativas de feminicídio entre janeiro e setembro.

Para 2025, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) computou 80 feminicídios no ano inteiro, segundo relatório da comissão externa da Câmara dos Deputados sobre o tema. Dados divulgados no lançamento do projeto do MPRS, em fevereiro, indicam que 116 filhos perderam a mãe em crimes desse tipo em 2025.

O MPRS lançou em 12 de fevereiro o projeto "Pedros e Marias – Um olhar para os órfãos do feminicídio". A proposta é fazer a busca ativa dos órfãos e de familiares dependentes, como avós idosos, para garantir atendimento individualizado. O atendimento é feito pelas Centrais Regionais de Acolhimento às Vítimas do MPRS, em Porto Alegre, Caxias do Sul, Pelotas, Lajeado, Santo Ângelo, Santa Maria, Uruguaiana e Passo Fundo. O projeto oferece apoio jurídico e psicossocial.

Serviço

Quem sofre violência ou presencia uma agressão deve ligar para o 190, da Brigada Militar, em caso de emergência. A Central de Atendimento à Mulher, pelo 180, orienta vítimas e familiares. Parentes de órfãos de feminicídio nas cidades das centrais regionais podem procurar o atendimento do MPRS no município.

Perguntas frequentes

Quantos feminicídios o RS registrou em 2026 até 21 de outubro?

Foram 63 feminicídios no período, segundo levantamento do Ministério Público do RS (MPRS).

Quantos filhos ficaram órfãos?

Os crimes deixaram 101 filhos órfãos, sendo 63 menores de 18 anos e 38 maiores de idade.

Como pedir ajuda em caso de violência contra a mulher?

Em emergência, ligue 190 (Brigada Militar). A Central de Atendimento à Mulher atende pelo 180.

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