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EUA votam nesta terça por 435 cadeiras na Câmara e 35 no Senado sob disputa judicial

Governo Trump tem ações em três Estados contra regras de votação, e o Alasca pode decidir quem controla o Senado.

Redação Bairrista · Repórter de Política · · 3 min de leitura

Arte: Urnas e cabines de votação em uma sala de escola nos Estados Unidos, com eleitores preenchendo cédulas
Arte: Bairrista

Os eleitores dos Estados Unidos votam nesta terça (3) nas eleições de meio de mandato. Estão em jogo as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes e 35 das 100 do Senado. O resultado define se Donald Trump chega aos dois últimos anos de mandato com o Congresso a favor ou contra.

A votação não escolhe presidente, mas muda a relação de forças em Washington. Quem controla cada Casa decide o que chega ao plenário e o que fica na gaveta. A Câmara tem mandatos de dois anos, e os senadores têm mandatos de seis, renovados por etapas. O novo Congresso toma posse em 3 de janeiro de 2027.

Quadro: EUA votam nesta terça por 435 cadeiras na Câmara e 35 no Senado sob disputa judicial
Entenda em um quadro · Bairrista

O que um Congresso dividido pode barrar

Hoje os republicanos têm maioria nas duas Casas: 53 das 100 cadeiras no Senado e uma vantagem apertada na Câmara. Para tomar o Senado, os democratas precisam de saldo líquido de quatro vagas. Na Câmara, a margem é menor.

Pela Constituição americana, projetos de arrecadação nascem na Câmara. O Senado confirma as nomeações do presidente para ministérios e tribunais. As comissões das duas Casas podem abrir investigações e convocar autoridades. Um veto presidencial só cai com dois terços dos votos em cada Casa.

Alasca: juíza barra ação do governo Trump

O Departamento de Justiça (DOJ) abriu uma ação no Alasca contra a certificação da eleição ao Senado. Segundo a NewsNation, a ação pede que cerca de 20.000 cédulas da Califórnia sejam separadas e revisadas antes da contagem. O governo diz que o sistema de voto pelo correio californiano enviou cédulas a pessoas que seriam estrangeiras. O governador Gavin Newsom respondeu que as eleições do Estado "NÃO são de Donald Trump para controlar".

Na Califórnia, o governo sofreu a primeira derrota na Justiça na segunda-feira da semana passada (26), segundo a emissora KOTA. Um painel de três juízes da 9ª Corte de Apelações dos EUA decidiu contra a tese do governo. O DOJ também ameaçou agir contra Washington por causa dos cadastros de eleitores, segundo o Votebeat.

No Alasca, a juíza federal Sharon Gleason rejeitou no domingo (1º) o pedido do DOJ para barrar a certificação da eleição ao Senado, segundo o The Hill. O governo queria impedir a certificação caso o senador republicano Dan Sullivan perdesse. O argumento era a presença na cédula de outro candidato, Daniel J. Sullivan, de Petersburg. A Suprema Corte do Alasca já havia autorizado os dois nomes meses antes da votação.

Trump afirmou que ele próprio mandou o departamento abrir o processo no Alasca, segundo a NewsNation. O governo acusa os democratas de enganar a juíza, depois de uma reportagem do New York Times dizer que aliados da democrata Mary Peltola recrutaram o segundo Sullivan. Um porta-voz do DOJ informou que o governo vai recorrer, segundo o The Hill.

Por que o Alasca pesa no Senado

A CNN avalia que as duas ações têm chance mínima de prosperar. O Alasca é um Estado decisivo para os democratas que tentam virar o Senado, e Peltola disputa a vaga com Sullivan. Especialistas ouvidos pelo Votebeat dizem que é incomum o governo federal entrar com ações eleitorais nas últimas semanas antes da votação. Eles temem que isso prepare terreno para contestar resultados.

O procurador-geral Todd Blanche disse que o DOJ poderia barrar a certificação de uma eleição em um "cenário de fim do mundo", segundo manchete da NewsNation. O Departamento de Justiça não detalhou, nas fontes consultadas, quais outros Estados poderiam ser alvo.

Serviço

A votação ocorre nesta terça (3), em todos os 50 Estados. A apuração começa depois do fechamento das seções, em horários diferentes conforme o Estado, e disputas apertadas podem levar mais tempo para serem definidas. Os novos parlamentares assumem em 3 de janeiro de 2027.

Perguntas frequentes

Quando os eleitores americanos votam?

Nesta terça-feira (3), em todos os 50 Estados, com horários de fechamento diferentes conforme o Estado.

O que está em jogo nessa votação?

As 435 cadeiras da Câmara dos Representantes e 35 das 100 do Senado, definindo a relação de forças do Congresso com Donald Trump.

Quando os novos parlamentares tomam posse?

Em 3 de janeiro de 2027.

O que um Congresso dividido pode barrar?

Projetos de arrecadação nascem na Câmara, o Senado confirma nomeações do presidente e um veto só cai com dois terços dos votos em cada Casa.

Saber mais: fontes consultadas (6)

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