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EMEF Independência, em Pelotas, tem capoeira e mais cinco atividades no turno inverso

Aulas começaram em 2025 no Sítio Floresta, com o professor de Educação Física Luciano dos Santos, que ensina a modalidade desde 1998.

Redação Bairrista · 17 de outubro de 2026 às 10:22 · 2 min de leitura

Ilustração: crianças e adolescentes jogando capoeira em roda, em atividade escolar no turno inverso
Imagem: Bairrista/IA

A Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Independência, no bairro Sítio Floresta, em Pelotas, oferece aulas de capoeira no turno inverso. A atividade é uma das seis extracurriculares da escola.

Para os alunos da rede municipal, isso significa mais opções fora do horário de aula, sem sair da escola. Além da capoeira, o cardápio inclui pré-vestibular para o IFSul, clube de robótica, vôlei, futebol e oficina de podcast.

Direção vê mais engajamento com a escola

A diretora Crislaine Roveda avalia que manter os estudantes por mais tempo na escola faz bem a eles e reforça o vínculo com a instituição. Ela contrapõe a rotina escolar ao tempo em casa, diante das telas.

"Estar na escola desenvolvendo projetos acaba deixando eles muito mais engajados", afirmou a diretora.

Professor quer atrair adolescentes

As aulas são dadas por Luciano dos Santos, professor de Educação Física que ensina capoeira desde 1998. Ele diz que encontra alunos interessados e famílias que, em maioria, apoiam o projeto.

O maior desafio, segundo Santos, é atrair os adolescentes. "Muitos deles têm possibilidade, coordenação motora e vontade de praticar o esporte", explicou. Para ele, a vergonha de experimentar algo que não conhecem os afasta.

A capoeira é uma expressão cultural afro-brasileira que reúne dança, música e artes marciais. O professor afirma que a atividade aproxima estudantes de turmas diferentes. Uma aluna de 9 anos que participa das aulas disse gostar da modalidade e se sentir bem na roda.

Escola quer ampliar as atividades

A direção quer fortalecer e ampliar as atividades do turno inverso, apesar de algumas limitações. O retorno positivo da comunidade escolar, segundo a diretora, estimula a continuidade dos projetos.

Santos pretende manter as aulas e, se houver demanda, abrir uma turma à noite. A ideia é atender adolescentes que trabalham à tarde e querem continuar na capoeira.

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