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Em artigo na GZH, Tarso Genro associa Flávio Bolsonaro a milícias e crime organizado

Ex-governador do RS afirma que um voto separa o país do "horror"; Flávio nega envolvimento com milícias e diz que nunca foi investigado por isso.

Redação Bairrista · Repórter de Política · · 2 min de leitura

O senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) em entrevista ao lado do advogado Frederick Wassef.
Foto: Agência Senado / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

O ex-governador gaúcho Tarso Genro publicou na sexta-feira (23), na seção de opinião de GZH, o artigo "O voto que nos separa do horror". No texto, ele associa o candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, a milicianos, traficantes e crime organizado, e defende uma "comunhão" em torno da democracia no segundo turno. Genro assina como presidente do conselho do Instituto Novos Paradigmas.

As afirmações são opinião do autor. O artigo não cita investigação, processo ou condenação que as sustente. Genro afirma que vários males da política "podem ter penetrado em muitas esferas", mas que só um candidato reúne todos eles: Flávio. O texto também compara a retórica de Donald Trump com a da família Bolsonaro e fala em "golpe em processo" no Brasil. Também aí não há dado ou fonte, só a avaliação dele.

Genro é ex-governador do Rio Grande do Sul e foi duas vezes prefeito de Porto Alegre. O Museu da Propaganda Política o descreve como filiado ao Partido dos Trabalhadores, partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, adversário de Flávio no segundo turno.

O que Flávio respondeu no debate

A campanha de Flávio não comentou o artigo. Na mesma sexta (23), porém, ele respondeu à acusação de vínculo com milícias no debate da TV Globo. Lula disse ali que o eleitor escolhe entre manter a democracia e ter "um miliciano governando este país".

Com o direito de resposta, Flávio acusou Lula de insistir em ligá-lo a crimes que não cometeu e disse nunca ter sido alvo de investigação por vínculos com milicianos. Ele também prometeu classificar miliciano como organização narcoterrorista.

O Poder360 registra que Flávio já concedeu honraria e empregou família de miliciano em seu gabinete. Esses episódios são públicos e alimentam o debate eleitoral, mas não configuram, por si, envolvimento direto do senador com milícias.

O artigo completo está na seção de opinião de GZH, com a data de 23/10.

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