Durigan descarta fórmula mágica após reunião com Lula e mantém reforma tributária em 2027
Encontro no Alvorada reuniu ministros, ex-ministros e economistas, mas terminou sem anúncio de medida fiscal, em um cenário de dívida pública em 82,9% do PIB.
Redação Bairrista · Repórter de Economia · · 2 min de leitura

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse nesta quinta (5) que não há "fórmula mágica" para as contas públicas e que o governo vai manter os compromissos fiscais. Ele falou a jornalistas depois de uma reunião no Palácio da Alvorada, em Brasília, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ministros, ex-ministros e economistas. Nenhuma medida de ajuste foi anunciada.
Para quem vive no Rio Grande do Sul, o recado é de continuidade: o governo federal não sinalizou corte, aumento de imposto ou mudança nas regras fiscais. Segundo o jornal Estadão, Durigan também afirmou que a reforma tributária começa em janeiro de 2027, apesar de pedidos de adiamento de setores produtivos. A reforma vale para empresas e consumidores gaúchos, e as declarações não trazem medida específica para o estado.
O que Durigan disse sobre a fórmula mágica
A frase veio na avaliação do encontro. "Não nos parece haver fórmula mágica e, sim, manutenção dos compromissos fiscais", afirmou o ministro, que também falou em "bastante convergência" sobre diagnósticos e caminhos.
Durigan citou o compromisso de seguir melhorando as contas, com reforço do que for preciso nas regras fiscais atuais, para avançar tanto nos indicadores sociais quanto no resultado do governo. Ele afirmou que as propostas devem conciliar responsabilidade fiscal com os compromissos sociais do governo. Sobre a agenda de desenvolvimento, disse que ela virá "sempre com compromisso com o fiscal, de garantir superávits nos próximos anos".
Quem estava na reunião e o pano de fundo
Além de Durigan, participaram o vice-presidente Geraldo Alckmin, os ministros Bruno Moretti (Planejamento), Miriam Belchior (Casa Civil) e Esther Dweck (Gestão), os ex-ministros Fernando Haddad, Aloizio Mercadante e Guido Mantega, e os economistas Luciano Coutinho, Eduardo Moreira e Laura Carvalho.
O encontro ocorreu num momento em que petistas criticam o Banco Central pelos juros altos e pedem mudanças na política monetária. A discussão fiscal acontece com a dívida pública em 82,9% do PIB em setembro, contra 71,7% em dezembro de 2022.
Propostas seguem em preparação
Durigan e Moretti vão analisar os pontos levantados na reunião e os que já vinham sendo estudados. A ideia é levar eventuais medidas a Lula quando ele voltar dos compromissos internacionais. O ministro defendeu que o processo tenha "bastante método", com previsibilidade. A Fazenda não informou data para apresentar ou anunciar as medidas.
A reunião integra uma primeira rodada de conversas ampliadas sobre a conjuntura econômica, e a expectativa é de novos encontros com sociedade civil, empresários e mercado financeiro. As propostas de Durigan e Moretti só devem chegar ao presidente depois da volta da viagem internacional.
Perguntas frequentes
A reforma tributária começa quando?
Segundo Durigan, a reforma tributária começa em janeiro de 2027, apesar de pedidos de adiamento de setores produtivos.
Houve anúncio de corte ou aumento de imposto?
Não. Nenhuma medida de ajuste foi anunciada após a reunião no Alvorada.
Quando as propostas fiscais serão apresentadas?
A Fazenda não informou data; as medidas devem ser levadas a Lula depois que ele voltar da viagem internacional.
Qual é a dívida pública atual?
A dívida pública está em 82,9% do PIB em setembro, contra 71,7% em dezembro de 2022.
Saber mais: fontes consultadas (5)
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