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Dono de escola de vôlei de Veranópolis segue preso; polícia cita ao menos 4 adolescentes

Justiça manteve a prisão após audiência de custódia, e a Federação Gaúcha de Voleibol suspendeu o investigado, de 29 anos, de todas as atividades oficiais.

Redação Bairrista · Repórter de Polícia · · 2 min de leitura

Foto: Dono de escola de vôlei de Veranópolis segue preso; polícia cita ao menos 4 adolescentes
Foto: HyldeK / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

Um homem de 29 anos, dono de uma escola de voleibol em Veranópolis, na Serra gaúcha, foi preso preventivamente na manhã desta terça (20). A Polícia Civil apura possíveis abusos sexuais, armazenamento de material pornográfico com menores e fornecimento de bebida alcoólica a adolescentes. A Justiça manteve a prisão após audiência de custódia.

Para as famílias dos alunos, a investigação já alcança mais de um adolescente. A Polícia Civil identificou mais duas possíveis vítimas menores de idade, e o número de adolescentes identificados subiu para pelo menos quatro. A polícia acionou o Conselho Tutelar para localizar e avisar os responsáveis pelos adolescentes que moram no alojamento da escola e são de outros municípios.

Custódia não julga o caso

A audiência de custódia não analisa as acusações nem as provas. Ela verifica a legalidade da prisão e o respeito aos direitos de quem foi detido. O investigado foi encaminhado ao presídio de Nova Prata.

O caso chegou à polícia em julho, após denúncia do pai de um aluno. A prisão ocorreu dentro do centro de treinamento, enquanto o suspeito organizava uma viagem da equipe para uma competição em Florianópolis.

O que a polícia diz sobre alojamento e câmeras

O delegado Tiago Madalosso Baldin, titular da Delegacia de Veranópolis, afirmou que o suspeito promovia confraternizações com os alunos. Segundo ele, o investigado convencia os jovens a ir à sua residência sob o pretexto de fazer fisioterapia. Ele mantinha um alojamento para jovens de outras cidades e tinha acesso a câmeras de videomonitoramento no interior do imóvel. Em celulares e computadores apreendidos, a polícia encontrou registros de nudez de alunos.

O Conselho Regional de Educação Física do RS informou à polícia que ele não tinha habilitação para orientar os treinos. Segundo o delegado, a investigação mira o proprietário, e não a escola como instituição. As turmas femininas, comandadas por outra profissional, não são investigadas.

Federação suspende e atletas deixam a escola

Na quarta (21), a Federação Gaúcha de Voleibol (FGV) divulgou nota assinada pelo presidente, Carlos Alberto Cimino. Segundo o texto, a entidade determinou a suspensão preventiva e imediata do investigado de todas as atividades oficiais, incluindo a atuação como técnico, dirigente ou representante institucional. O caso foi encaminhado aos órgãos disciplinares da entidade.

A Polícia Civil pediu à FGV esclarecimentos sobre como a equipe disputou competições oficiais sem responsável técnico habilitado. A federação ainda não enviou as informações detalhadas. Os atletas vinculados à escola estão sendo desvinculados, o que permite que entrem em outros clubes federados.

A defesa é conduzida pelo advogado Darlan Silva. Ele informou que avaliaria as medidas cabíveis após a audiência de custódia.

Serviço: quem tiver informações sobre o caso pode procurar a Delegacia de Polícia de Veranópolis ou ligar para o Disque 100, canal nacional de denúncias de violência contra crianças e adolescentes. Em situação de risco imediato, o telefone é o 190.

Perguntas frequentes

O dono da escola de vôlei de Veranópolis foi solto?

Não. A Justiça manteve a prisão preventiva após a audiência de custódia, e ele foi encaminhado ao presídio de Nova Prata.

Quantos adolescentes foram identificados na investigação?

Pelo menos quatro, segundo a Polícia Civil, que também acionou o Conselho Tutelar para avisar as famílias.

Como denunciar casos semelhantes?

Procure a Delegacia de Polícia de Veranópolis ou ligue para o Disque 100; em risco imediato, ligue para o 190.

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