Democratas são favoritos na Câmara e disputam o Senado na véspera das eleições nos EUA
Modelos de previsão dão aos democratas entre 84% e 93% de chance de maioria na Câmara, e entre 65% e 78% no Senado, onde os republicanos hoje têm 53 das 100 cadeiras.
Redação Bairrista · Repórter de Política · · 3 min de leitura

Os americanos votam nesta terça (3) nas eleições legislativas de meio de mandato, e os democratas chegam à véspera como favoritos para retomar a Câmara. Todas as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes estão em jogo. O Senado também está em disputa, e o resultado define o quanto o presidente Donald Trump conseguirá aprovar no Congresso até o fim do mandato.
Para o leitor gaúcho, o efeito mais direto vem do comércio e do câmbio. O rumo da política americana mexe com o dólar e o custo do crédito no Brasil, e isso chega ao bolso de quem vive no RS.
Câmara: favoritismo democrata em todos os modelos
O modelo da Decision Desk HQ dá 84% de chance de os democratas ganharem a Câmara, com projeção de 241 cadeiras. O Poliwave estima 89% de chance na Câmara. O modelo de Dave Manuel aponta 93%, com 233 cadeiras projetadas para os democratas; 218 formam a maioria.
No mercado de previsões Kalshi, em 1º de novembro, os democratas tinham 93,3% de chance na Câmara. A Fox News afirma que seu ranking final aponta os democratas retomando a Câmara, hoje com maioria republicana apertada.
Entre as pesquisas nacionais, a mais recente da CBS/YouGov, feita de 21 a 23 de outubro, deu vantagem de oito pontos aos democratas, por 53% a 45%.
Senado: republicanos têm 53 cadeiras, mas o controle está aberto
Os republicanos controlam o Senado por 53 a 47, e o ranking final da Fox News classifica a disputa pelo controle como empate técnico. Os modelos divergem mais aqui. A Decision Desk HQ dá 65% de chance aos democratas, com 52 cadeiras projetadas. O Poliwave estima 78%. O modelo de Dave Manuel indica 71%.
A Decision Desk HQ lista as disputas mais incertas. Kansas, Iowa e Ohio aparecem como empate técnico. Alasca, Texas e Maine pendem para os democratas. Carolina do Sul e Nebraska pendem para os republicanos. A Fox News cita Alasca, Texas e Iowa como as disputas que podem decidir o controle da Casa.
O Electoral Calculus lembra que as pesquisas já tiveram dificuldade para medir o voto de direita, e o resultado pode ficar mais próximo do que se projeta.
O que está em jogo
Com a Câmara nas mãos dos democratas, o governo Trump perderia o controle sobre a pauta de votações e sobre o orçamento. Os democratas poderiam barrar projetos republicanos e abrir investigações. Medidas que o presidente toma por decreto, como parte das tarifas, não dependem da Câmara.
Musk entrou na corrida com dinheiro próprio. Os valores aportados devem aparecer nos relatórios que doadores e comitês entregam à Comissão Eleitoral Federal (FEC), o órgão que fiscaliza o financiamento de campanhas nos EUA.
No Brasil, o mercado de câmbio costuma reagir a mudanças nas expectativas sobre política fiscal e tarifária americana. O dólar mais alto pressiona a inflação, e a inflação pesa nas decisões do Copom sobre a Selic. Já o agro e a indústria exportadora do RS dependem das tarifas aplicadas pelos EUA aos produtos brasileiros.
Serviço
A votação nos EUA ocorre na terça-feira (3). As previsões citadas nesta matéria foram atualizadas entre 31 de outubro e 2 de novembro.
Perguntas frequentes
Quando acontece a eleição legislativa nos EUA?
A votação ocorre nesta terça-feira (3), com todas as 435 cadeiras da Câmara e parte do Senado em disputa.
Os democratas devem ganhar a Câmara?
Os modelos citados dão aos democratas entre 84% e 93% de chance de maioria na Câmara, e a Kalshi marcava 93,3% em 1º de novembro.
Qual a situação do Senado hoje?
Os republicanos controlam o Senado por 53 a 47, e a Fox News classifica a disputa pelo controle como empate técnico.
Como a eleição pode afetar o Brasil?
O resultado pode mexer com o dólar e o custo do crédito no Brasil, e as tarifas americanas afetam o agro e a indústria exportadora do RS.
Saber mais: fontes consultadas (6)
Do interior do RS
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