Presidência da COP30 apresenta dois mapas para sair dos fósseis e frear o desmatamento
Os dois documentos, apresentados em Brasília, servem de guia aos países e não passaram pelas negociações formais da conferência.
Redação Bairrista · Repórter de Clima · · 2 min de leitura

A presidência brasileira da COP30 apresentou nesta terça (3), em Brasília, dois Mapas do Caminho. Um é voltado ao fim do desmatamento e outro à transição para longe dos combustíveis fósseis. Segundo o governo, energia e perda florestal respondem por 75% e 11% das emissões globais de gases de efeito estufa, respectivamente. O mapa florestal fala em deter e reverter o desmatamento até 2030.
Para o RS, o efeito é indireto. Os mapas orientam países, não estados, e não trazem regras próprias para o setor energético ou para a lavoura e a pecuária gaúchas. Eles podem, porém, servir de base para políticas brasileiras de energia, indústria e uso da terra, que chegam à geração de eletricidade e ao campo no estado.
O que cada mapa propõe
No mapa dos combustíveis fósseis, o primeiro passo previsto é uma avaliação nacional chamada Preparação de Belém. Os governos devem medir oferta e demanda de energia e levantar a dependência fiscal do setor, os investimentos recentes, as expectativas de retorno e os sinais de preço aos consumidores.
O mapa do desmatamento tem abordagem global, com foco nas florestas tropicais, subtropicais, temperadas e boreais, além de turfeiras e manguezais. A proposta também olha para a degradação, que afeta a capacidade de armazenar carbono, regular as chuvas e sustentar a biodiversidade.
Contribuição para o que já foi acordado
O presidente da COP30, embaixador André Corrêa do Lago, afirmou que os mapas foram elaborados como contribuições para apoiar a implementação do que já foi acordado nas negociações climáticas. Os mapas são propostas da presidência brasileira e não passaram pelas negociações formais da conferência.
A diretora-executiva da COP30, Ana Toni, disse que os mapas indicam que todos os países já podem iniciar o planejamento nacional. A presidência considera que não existe um único modelo de transição para todas as nações, mas caminhos diferentes para o mesmo objetivo.
Os documentos chegam antes da COP31, na Turquia, quando os países voltam a negociar metas e prazos. Os textos completos estão no site da Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom).
Perguntas frequentes
O que muda para o Rio Grande do Sul com os mapas da COP30?
Efeito indireto: os mapas orientam países, não estados, e podem servir de base para políticas brasileiras de energia, indústria e uso da terra.
Os mapas já são obrigatórios?
Não. Foram apresentados como propostas da presidência brasileira e não passaram pelas negociações formais da conferência.
Quando os países voltam a negociar essas metas?
Os documentos chegam antes da COP31, na Turquia, quando os países voltam a negociar metas e prazos.
Onde estão os textos completos dos mapas?
No site da Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom).
Saber mais: fontes consultadas (3)
Do interior do RS
Santo Ângelo: pais surpreendem terceirão da Escola da URI com cartas e brinquedos

Grêmio encerra preparação em Porto Alegre e encara o Flamengo no Maracanã às 19h30

Santiago recolhe entulho do granizo a partir desta quarta (4), pelo Alto da Boa Vista

Porto Alegre: unidade móvel de saúde vacina na Vila Santo André nesta quarta (4)
